Joilson Souza, morto em confronto com o Choque.
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Vídeos divulgados na página do Capital do Pantanal no Facebook, na madrugada desta segunda-feira, 27 de julho, mostram o desespero da filha de Joilson Souza de Oliveira, de 49 anos. Conhecido como "Chacal", ele morreu na noite de ontem, dia 26, por volta das 19h. O óbito ocorreu após um confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar no bairro Alta Floresta, em Ladário.
No primeiro vídeo, a mulher filma as viaturas da Polícia Militar (PM) paradas em frente à residência. Ela relata na gravação que tentou entrar no imóvel para ver o pai, mas acabou impedida pelos policiais. O bloqueio é um procedimento de praxe. O local precisava passar por perícia técnica imediata e não podia sofrer qualquer tipo de interferência externa.
No segundo registro, a filha chora desesperadamente de dentro de um carro enquanto lamenta o ocorrido. Ela afirma que a mãe havia saído de casa para ir à igreja. Com isso, Joilson teria ficado sozinho na residência cuidando do neto.
Histórico policial e apreensões
Informações oficiais da Polícia Militar apontam Joilson como um antigo traficante da região pantaneira. Ele estava sendo procurado por crimes recentes e havia rompido sua tornozeleira eletrônica de monitoramento. A polícia detalhou que o suspeito mantinha o comércio de drogas ativo no local. Na casa, os militares apreenderam um revólver calibre .38, mais de um quilo de maconha, pequenas porções de cocaína, uma balança de precisão e o equipamento de monitoramento rompido.
O confronto
A troca de tiros começou após "Chacal" tentar escapar da abordagem da equipe do Choque. Ele correu a pé para o interior do imóvel. Os policiais entraram na casa e foram recebidos por disparos de arma de fogo.
Os militares deram ordem para o suspeito soltar o armamento. Diante da recusa e da ameaça iminente, a equipe revidou os tiros e atingiu o homem. Ele foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos.
A ação integra a Operação Jovem Guerreiro, ofensiva focada no combate ao crime na fronteira. A Polícia Civil registrou o caso como tráfico de drogas, posse de arma e resistência.
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