Projeto mostra como deve ficar a nova maternidade de Corumbá.
(Foto: Divulgação)
O Governo de Mato Grosso do Sul abriu licitação para a construção de uma nova maternidade em Corumbá. A obra será executada pelo modelo PAC Maternidade Porte II e tem investimento estimado em R$ 74.960.829,49.
O aviso foi publicado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), responsável pelo processo licitatório. A unidade deverá ampliar a estrutura de atendimento a gestantes e recém-nascidos no município.
Segundo o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, o novo prédio será integrado à rede hospitalar já existente na região. “Vai ser ao lado ao hospital regional, vai virar um complexo hospitalar a rua Pedro de Medeiros. Já tem uma sala de parto em construção, vai ter a maternidade, vai ter o Hospital Regional, já tem uma universidade de medicina também”, explicou.
Pelas regras do edital, a escolha da empresa responsável pela obra será feita pelo critério de menor preço. A disputa ocorrerá em formato aberto, e a execução será no regime de empreitada por preço unitário.
A abertura das propostas está marcada para o dia 1º de abril de 2026, às 8h30, no horário de Mato Grosso do Sul. Todo o processo ocorrerá de forma eletrônica, por meio da plataforma utilizada pelo governo estadual. O edital e os anexos podem ser consultados no site da Agesul.
Mortalidade
O anúncio da nova maternidade ocorre após anos de críticas à estrutura de atendimento na cidade. A maternidade da Santa Casa de Corumbá já foi alvo de manifestações e denúncias relacionadas a mortes de bebês.
Em 2022, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar quase 70 mortes de recém-nascidos registradas em dois anos na maternidade da cidade, 35 em 2020 e outras 34 em 2021.
No dia 17 de março de 2024, familiares que perderam bebês e gestantes participaram de um protesto em Corumbá pedindo a implantação de uma UTI neonatal na Santa Casa. Durante o ato, pais e mães afirmaram que parte das mortes poderia ter sido evitada com atendimento especializado.
Os manifestantes também relataram falhas no atendimento e apontaram a falta de estrutura para casos de risco envolvendo gestantes e recém-nascidos. A situação, segundo eles, tem gerado insegurança entre grávidas da cidade, que em alguns casos buscam atendimento em outros municípios.
*Com informações do Campo Grande News.
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