Criança recebe atendimento médico em unidade de saúde.
(Foto: Tony Winston/Agência Brasília)
Com a chegada do período em que os vírus respiratórios costumam circular com mais intensidade, entre abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) passou a orientar os municípios a reforçar as ações de vigilância e prevenção. A recomendação também inclui preparar a rede de atendimento para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Historicamente, os meses mais frios favorecem a propagação de vírus como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela COVID-19 não siga exatamente o mesmo padrão sazonal, especialistas alertam que a alta capacidade de transmissão e a grande circulação de pessoas podem provocar elevação de casos em diferentes períodos do ano.
Preparação antecipada
A orientação da SES é que os gestores municipais revisem, com antecedência, os fluxos de identificação de pacientes, coleta de exames e notificação de casos suspeitos de SG e SRAG. A ideia é garantir que o sistema de saúde esteja organizado caso haja aumento da demanda nas unidades.
A integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os profissionais da assistência também é considerada essencial para agilizar diagnósticos e tratamentos, independentemente da confirmação laboratorial.
Para o secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões, antecipar o planejamento pode reduzir impactos na rede pública. “Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”.
Vacinação segue como principal proteção
As autoridades de saúde reforçam que a vacinação contra Influenza e COVID-19 continua sendo a forma mais eficaz de evitar complicações, internações e mortes. Além da proteção individual, a imunização também ajuda a reduzir a circulação dos vírus na comunidade.
A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que ampliar a cobertura vacinal é fundamental neste período. “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”.
Diagnóstico e tratamentos rápidos
Outro ponto considerado essencial pelas autoridades é o monitoramento contínuo da circulação dos vírus respiratórios. A identificação dos agentes causadores ajuda a entender quais grupos estão sendo mais afetados e orienta medidas de prevenção e controle.
Segundo a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, o início rápido do tratamento pode evitar complicações. “Todos os casos de SRAG e os casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem iniciar o antiviral o mais rápido possível, conforme os protocolos vigentes. Não se deve aguardar confirmação laboratorial quando há indicação clínica, pois o tempo é determinante para evitar casos graves e óbitos”.
Estratégia preventiva
Mesmo sem registros expressivos de aumento de casos neste momento, a orientação é de atenção e preparação. Experiências dos últimos anos mostram que a organização antecipada da rede de saúde ajuda a reduzir impactos no atendimento e garante resposta mais rápida diante de eventuais picos de doenças respiratórias.
A recomendação final é que os municípios mantenham vigilância ativa, façam a notificação adequada dos casos e integrem as ações entre atenção básica, serviços de urgência e hospitais.*Com informações da Agência de Noticias do Governo de MS.
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