Agentes da CGU em frente à local alvo de investigação em 2024.
(Foto: Montagem/Divulgação)
O Ministério Público Federal (MPF) oficializou, nesta quarta-feira, 22 de abril, a prorrogação e o aprofundamento das investigações sobre um suposto esquema de fraude licitatória durante a gestão de Marcelo Iunes na Prefeitura de Corumbá. O procedimento, que antes era uma "Notícia de Fato", foi convertido em inquérito civil, permitindo que o órgão apure atos de improbidade administrativa e busque o ressarcimento de aproximadamente R$ 17 milhões desviados do erário.
A portaria, assinada pelo procurador da República Alexandre Jabur, marca uma transição importante no caso: enquanto os envolvidos já respondem na esfera penal por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a nova fase foca na esfera cível. Isso significa que, além da prisão, os responsáveis podem enfrentar a perda de funções públicas, suspensão de direitos políticos e o confisco de bens.
Empresa de fachada em terreno baldio
As suspeitas tiveram origem na Operação João Romão, deflagrada em julho de 2024 pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o inquérito, o então secretário municipal de Obras na gestão Iunes, Ricardo Campos Ametlla, operava o esquema por meio de uma empresa de fachada denominada Agility Serviços Integrados LTDA.
A investigação revelou que a sede da empresa estava registrada em um endereço que, na realidade, era apenas um terreno baldio no município vizinho de Ladário. Apesar da estrutura inexistente, a Agility foi a vencedora de diversos certames públicos entre 2021 e 2024, acumulando contratos que totalizam R$ 16,8 milhões.
Os contratos firmados com a prefeitura abrangiam desde reformas de museus e centros esportivos até a construção da sede do Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), assinada em março de 2024. Somente em 2022, a empresa abocanhou R$ 7,2 milhões em quatro licitações distintas.
Próximas etapas
Com o inquérito civil, o MPF terá maior liberdade para coletar provas e ouvir novos depoimentos. O objetivo agora é verificar a extensão total dos danos, identificar se houve enriquecimento ilícito e se outros agentes públicos ou empresários participaram da rede de corrupção. O caso segue em tramitação e os investigados ainda podem apresentar suas defesas.
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