Volume transportado pelo Gasbol reduziu com queda na oferta boliviana; regularidade de gás argentino é aposta.
(Foto: Divulgação/ TBG)
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) liberou a atuação da Petrochina International (Brazil) Trading Ltda. no mercado de importação de gás natural que entra no Brasil por Corumbá (MS), por meio do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).
Com a decisão, a empresa chinesa passa a ter autorização para adquirir até 1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural da Bolívia e o mesmo volume proveniente da Argentina. O fornecimento argentino ainda não ocorre de forma regular pelo gasoduto, sendo tratado como uma alternativa futura diante da redução da oferta boliviana.
A medida tem impacto direto em Mato Grosso do Sul, já que o ICMS sobre o gás que chega pelo Gasbol é arrecadado pelo estado. Esse setor já teve grande peso na receita estadual, chegando a representar cerca de 30% da arrecadação do imposto. Nos últimos anos, porém, houve forte queda, e a participação caiu para menos de 10% no início deste ano, afetando o orçamento público.
Além da importação, a Petrochina poderá revender o gás para outros agentes autorizados, tanto no mercado regulado quanto no mercado livre. A empresa deverá apresentar contratos à agência reguladora e enviar relatórios mensais com dados sobre volumes importados e preços praticados.
A autorização concedida pela ANP tem validade de dois anos e se limita à compra de gás em estado gasoso.
A Petrochina International já atua no setor de energia no Brasil, com operações em outras regiões e parcerias no segmento de gás e combustíveis. A empresa integra o grupo China National Petroleum Corporation.
Com a expansão do mercado livre de gás no país, aumenta o número de empresas atuando no setor. Nesse contexto, a estabilidade do fornecimento argentino ganha importância estratégica, tanto para a arrecadação de Mato Grosso do Sul quanto para o abastecimento. Projetos ligados à formação de Vaca Muerta, na Argentina, indicam potencial de aumento da produção, o que pode compensar a queda da oferta boliviana e manter o fluxo pelo Gasbol.
A empresa estadual MSGás também já possui autorização da ANP para importar gás natural diretamente da Bolívia e da Argentina, com limite de até 150 mil metros cúbicos por dia.
*Com informações do Campo Grande News.
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