Funcionário da Energisa registra o consumo de energia em medidor residencial.
(Foto: Divulgação/Concen-MS)
A tarifa de energia elétrica vai ficar mais cara em Mato Grosso do Sul. O aumento médio de 12,11% foi confirmado e começa a valer nesta quinta-feira (23), atingindo cerca de 1,17 milhão de consumidores no estado.
O reajuste varia conforme o tipo de consumo. Na baixa tensão, a alta média é de 11,98%. Entre residências, o índice fica em 11,75%, enquanto no meio rural chega a 12,45%. Já os consumidores de alta tensão terão impacto médio de 12,39%.
A concessionária Energisa registrou faturamento de R$ 5,684 bilhões em 2024. No acumulado desde o fim dos anos 1990, a receita já soma R$ 170,5 bilhões. O contrato de concessão em MS foi renovado por mais três décadas.
O impacto no orçamento das famílias deve aparecer já no início de maio, segundo representantes dos consumidores.
“Os consumidores na sua grande maioria vão ser impactados a partir de maio. Para quem tem leitura no início de maio, já vai receber. A partir de hoje, a gente já começa a consumir essa energia mais cara”, explicou.
De acordo com análise do conselho de consumidores, os encargos do setor elétrico seguem como principal fator de pressão nas tarifas, especialmente os ligados à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), usada para financiar subsídios e descontos na conta de luz.
As discussões sobre o reajuste anual começaram ainda em novembro do ano passado. A aprovação precisava ocorrer antes do prazo contratual, em 8 de abril, o que não aconteceu.
O tema chegou a ser pautado em 14 de abril, mas acabou adiado. Na ocasião, a projeção era ainda maior: 13,22% para alta tensão e 12,93% para baixa tensão.
No processo de definição, a área técnica registrou pedido de diferimento tarifário de R$ 21 milhões feito pela própria concessionária. Isso permitiu reduzir o impacto imediato nas contas.
Parte do custo, no entanto, será repassada futuramente, com reflexo previsto para os próximos reajustes. Com isso, o índice caiu para o patamar atual de 12,11%.
Em nota, a Energisa confirmou o início das novas tarifas a partir desta quinta-feira e destacou a estratégia de suavizar o aumento no curto prazo.
"[...] Utilização de recursos próprios para reduzir o impacto imediato do reajuste para a população. Destaca-se que a parcela da tarifa que cabe à distribuidora é negativa (-1,68%), possibilitando uma redução para o consumidor".
*Com informações do Campo Grande News.
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