Micro-ônibus gratuito circulou com intervalos de 30 minutos nos dias do Festival.
(Foto: Clóvis Neto/PMC)
A escolha do Porto Geral como cenário para realização da 18ª edição do Festival América do Sul (FAS) em Corumbá, levantou inúmeros questionamentos da opinião pública em relação a viabilidade do espaço. Entre os principais apontamentos estavam a pouca iluminação na zona portuária e como o público chegaria até o local, já que a região não possui área vasta destinada para estacionamento de veículos.
A estratégia implementada pela Fundação de Turismo do Pantanal, de disponibilizar micro-ônibus gratuito, com intervalos de 30 minutos, saindo do Terminal da rua Antônio Maria até o circuito do festival foi o que garantiu a presença do público. Sem esse recurso, as pessoas enfrentariam grandes dificuldades para participar das mais de 150 atrações que o festival ofereceu. Assim como acontece no Carnaval, toda vez que a cidade fica lotada, o estacionamento de rua se torna um grande problema. Daí surgem os terrenos vazios, que viram estacionamentos com altas taxas cobradas.
O anúncio de que a população teria transporte gratuito para chegar e retornar do festival foi feito no site da prefeitura no primeiro dia do festival, em 15 de maio, e se não fosse essa facilidade, Alcione, com certeza não cantaria para um público de mais de 40 mil pessoas, como destacou a comunicação do FAS.
Em entrevista à imprensa local, no único dia em que participou do FAS, o governador Eduardo Riedel destacou a parceria entre a prefeitura e o governo do estado para a realização do festival no Porto. “A parceria da prefeitura de Corumbá foi fundamental para o sucesso do festival. Desde as primeiras discussões para formatação do festival, a prefeitura estava envolvida, o prefeito Gabriel presente, e tivemos um dos melhores eventos. O festival aproximou e deu oportunidade para que a população tivesse acesso à cultura brasileira e de outros países e percebi as pessoas felizes", disse o governador.
Govrenador participou do festival no sábado, 18, dia em que Alcione foi a principal atração. Foto: Saul SchrammGabriel de Oliveira, prefeito de Corumbá, destacou que a realização do festival no Porto representa o pontapé da revitalização que o espaço irá receber. "O festival nos transporta Corumbá e os corumbaenses para um novo momento. A estrutura montada, os investimentos do Estado e o sucesso do festival nos faz viver esse sonho de transformação. A revitalização da orla portuária começou, vamos valorizar esse espaço e a comunidade no entorno", disse o prefeito apontando que o Festival é um exemplo de que parceria política serve para atender a população.
O que faltou no festival?
É indiscutível que a orla portuária de Corumbá ficou ainda mais bela com a decoração elaborada sob a direção do icônico Zé Carratu, responsável por produções de cenários dos maiores nomes da Música Brasileira e de grandes programas como o Criança Esperança. Porém, da mesma maneira que a organização do Festival decidiu por retornar as raízes do evento, com o foco das atrações no Porto, também poderiam ter melhor distribuído as atrações para outras regiões da cidade, além de ter contemplado com mais programação a cidade de Ladário.
Foram muitas poucas atrações trazidas para a cidade vizinha, e a pouca que teve, não foi tão divulgada. A promoção das atrações culturais do festival também deixou a desejar, somente os grandes shows foram maciçamente divulgadas com antecedência, já o circuito cultural não foi tão exposto.
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