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Andorinha Fevereiro
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Geral

Destaques nota dez Capital do Pantanal

10 fevereiro 2016 - 16h09Sandro Assef
Sem sombra de dúvidas, depois de toda polêmica que envolveu o Carnaval 2016, se deveria ser realizado ou não, foi, e hoje, a sensação é de que foi um dos melhores de todos os tempos. A população pode participar de eventos democratizados, com segurança e acima de tudo muita alegria e sentimento de paz. Indiscutivelmente, o trabalho de todos os que passaram pela Passarela do Samba deve ser objeto de aplausos, pois em tempos de crise, souberam criar soluções para driblar a falta de recursos suficientes para finalizar os trabalhos e apresentar um Bloco ou Escola de Samba digna da grandiosidade do Carnaval de Corumbá. A equipe do Capital do Pantanal, de forma democrática e popular, ouviu opiniões e concede “Nota Dez” aos melhores do carnaval 2016. Nossa avaliação, vai de encontro ao gosto e olhar da população e do corpo técnico desse veículo de informação.

Melhor Escola do Grupo de Acesso – A Pesada

A agremiação, desde a sua comissão de frente até o último folião, apresentou-se de forma impecável, fazendo parecer que estivesse realizando um desfile de grupo especial. Apesar de não ter levantado a plateia, essa hipnotizou a todos com a beleza e a perfeita harmonia e evolução, pois espectadores preferiram observar a que sambar. O destaque em especial, vai para a comissão de frente, aquela foi a mais bem trajada e impactante de todas as Escolas que desfilaram nas duas noites. Essa nota também se justifica pela percepção de que em todas as alas não observamos fantasias com acabamento duvidoso ou despencando elementos pela passarela, fato observado nas demais. Outro elemento importante, justificador, o trato na concepção, execução e finalização dos carros alegóricos, que deram gosto de ver. Em suma essa agremiação passou pelo palco do carnaval como se estivesse flutuando em uma cadência que paralisou a todos com tanto esmero e perfeição.  

Os melhores do Grupo Especial

 

Rainha da Bateria – Carol Castelo/ Nova Corumbá

A Rainha de Bateria deve, além de interagir com seus súditos (ritmistas), tem que apresentar a sua bateria a todos os presentes, bem como fazer com que o público responda de forma positiva a todo esse processo por meio de visível semblante de satisfação. Carol fez mais, além de se portar como uma verdadeira Rainha, provocou arrepios e demonstração de êxtase no público presente.        

Bateria – Barcelona / Nova Corumbá

De todas as Baterias que passaram pela Passarela no Samba, a Barcelona da Nova Corumbá, regida pelo Mestre Diego, foi a que, além de segurar o ritmo e a cadência do samba, foi a que causou “Frisson”, e a sensação de querer mais. Diferenciando-se de outras que demonstraram apatia e sem avaliar critérios técnicos, tarefa de músicos, a Barcelona arrepiou.        

Samba Enredo – Aos Olhos da Noite...A Noite....Na Noite/Marquês de Sapucaí

Ao longo de duas noites de desfiles e após a interpretação de sambas, muito bem escritos e de acordo com o enredo proposto, essa equipe, pautada pela graça do povo, concede nota dez ao samba enredo escrito pelo Pedrão, esse que defendeu a Marquês de Sapucaí. Um samba melodicamente gostoso de ouvir, passou pela passarela encantando, e mesmo os que não conheciam a letra, após ouvir pela primeira vez, passaram a cantar o refrão forte e bem escrito.      

Enredo – Café em Verde e Rosa: o mais quente sabor/ Império do Morro

Idealizado e escrito pelo carnavalesco Cleverson Moraes, recebe nota dez pela concepção de um enredo de fácil leitura e acima de tudo, bem escrito e justificado por um requintado processo de historicização. Esse, desmistificou a ideia de que o café, produto que faz o Brasil ser conhecido mundialmente, por ser o maior plantador e beneficiador, não é nativo de nosso território, mas sim, do velho continente africano, e por sua vez, antes de chegar nas terras tupiniquins, século XVIII, passou pelo oriente e demais localidades. Um enredo, de fácil compreensão por parte dos espectadores, e que ao mesmo tempo pode-se identificar fatos importantes de nossa história. O carnavalesco, transformou a passarela em uma sala de aula, e por sinal com um conteúdo muito bem explanado.  

Fantasias – Unidos da Vila Mamona

Com o enredo Aquarela: O voo da águia numa viagem encantada ao fantástico mundo de Toquinho, o carnavalesco Edilson de Oliveira, ousou, usou e abusou das cores e da criatividade. O mesmo concebeu fantasias, com matiz de cores surpreendente e ao mesmo tempo abusou de soluções práticas para criar elemento cenográficos com materiais variados para compor as mesmas. Destaque para as alas: Sol Amarelo, Pinguinhos de Tinta.    

Alegorias – Mocidade Independente da Nova Corumbá

A Mocidade Independente da Nova Corumbá, a querida da Zona Sul, trouxe para a passarela, o misto de nostalgia e modernidade. Os grandes salões do passado, as casas de tolerância e as baladas contemporâneas, foram objeto de cenografia, assinada pelo artista plástico Ricardo Vilalva. Com quatro alegorias, bem elaboradas, com visual Clin, característica de Ricardo, passou pela passarela de forma impecável, rígida e finalizada. Este, acredita que o elemento mais importante das alegorias é o conjunto, e a peça principal são os destaques. Segundo o artista, o humano deve sempre sobressair. Muitos, vão questionar essa nota dez, pois em outras agremiações os carros eram maiores e apresentaram mais esculturas. Todavia, observamos, nessas mesmas agremiações, abre alas, muito bem concebidos e finalizados, porém as demais alegorias com péssima finalização, principalmente nas “Saias”, com panejamento puro e pobre, ausência de destaques em lugares subtendidos para tais, e por vezes com ferragens aparentes.  

Comissão de Frente – Mocidade Independente da Nova Corumbá

A coreografia assinada pelo bailarino Kleber Costa, apesar da simplicidade e pouco brilho nas vestes, foi a que apresentou uma informação clara do que se pretendia informar e defender. Do minueto ao esboço de sexualidade o enredo foi transmitido de forma clara para o público e o corpo técnico desse veículo de comunicação. Muitos passaram, com brilho, com malabarismos, porém não informaram. Ficou claro em muitas apresentações, algumas extensas por demais, a falta de sincronia, excesso de informações, necessidade de mais ensaios e o principal, bailarinos ofegantes e indecisos sobre o que fazer.  

Ala das Baianas – Império do Morro

Com a fantasia Guerreias Abissínias (Etiópia), as grandes damas e matriarcas da escola de samba, passaram além de, vestidas com dignidade, grandiosidade e dentro do enredo, conquistaram o público com a sua simpatia. Por ser, geralmente, uma ala não comercializada, por vezes não se observa esmero na criação e confecção das fantasias dessa ala. Não foi o que notamos com as baianas da Império do Morro, pois essa nota dez, reflete o tratamento dado a essa ala que merece todo respeito.        

Mestre-Sala e Porta-Bandeira – Empate Mocidade da Nova Corumbá – Kamilla e Edelton e Império do Morro – Mary e Juruna

Ambos casais, apresentaram e guardaram o símbolo maior da agremiação, seu pavilhão. Os mesmos, realizaram um bailado sem igual, com jogo de olhares e leveza. Muitos casais de Mestre-Sala e Porta- Bandeira, de outras agremiações passaram simplesmente e não evoluíram. Alguns tentaram, e com bailado desconexo e acima de tudo, também se apresentaram com fantasias mal elaboradas e principalmente sem finalização e desmontando na passarela.            

Interprete de Samba Enredo – Braguinha/ Mocidade da Nova Corumbá

O termo puxador (interprete) partiu da ideia de que o samba não deve ser cantado por poucas pessoas e sim por todos os integrantes, pois a música tem início com os intérpretes (que puxam o samba), dando a deixa para que todos acompanhem em coro. O termo foi popularizado pelo Mestre Jamelão, um dos maiores de todos os tempos. Nessa premissa de fazer com que todos os componentes cantassem e contribuíssem com a evolução da escola, o Braguinha, com sua voz que ultrapassa grandes limites cantou e encantou a todos, mostrando a força de um samba bem escrito que precisava também ser bem cantado.    

Musa do Carnaval 2016 – Lucilinha/ Império do Morro

Lindamente, com graça, porte de Rainha, Lucilinha, recebe a nota Dez, sendo aclamada pelo gosto popular e   por essa redação como a mais bela do Carnaval 2016. Vestida esplendorosamente, foi aguardada por todos, pois a cada ano a riqueza do seu figurino, aliada á sua beleza e simpatia encanta milhares de pessoas.        

As três...mais...mais do Carnaval 2016

Mulheres lindas, ousadas, com samba no pé e acima de tudo bem resolvidas, desfilaram distribuindo simpatia e graciosidade, sendo que as mesmas representam todas as pantaneiras que brilharam no magnifico Carnaval Cultural 2016.              A todos que fizeram desse carnaval o melhor de todos os tempos, a nossa homenagem e respeito.                                    

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