Crianças atendidas pelo programa de apadrinhamento da Cidade Dom Bosco
(Foto: Divulgação)
O programa Adoção à Distância, da Cidade Dom Bosco, já atendeu cerca de 2.610 crianças e adolescentes de Corumbá desde sua criação, na década de 1960. Atualmente, 178 crianças e adolescentes são acompanhados pela instituição com o apoio de 300 padrinhos e madrinhas de três países europeus.
Dos padrinhos que participam atualmente, 170 estão na Itália, 100 na Eslovênia e 30 na Espanha. Criado pelo padre Ernesto Sassida, o programa mantém vínculos que, em alguns casos, atravessam décadas e passam de uma geração para outra dentro da mesma família.
Segundo Juliane Mendes, responsável pelo Adoção à Distância, há padrinhos que contribuem há 30, 20 e 15 anos. Em alguns casos, a participação começou com os avós ou bisavós e continuou com os filhos e netos.
“O vínculo mais antigo em atividade soma pouco mais de 35 anos. Ao longo da história do programa, houve ainda benfeitores que contribuíram por cerca de 60 anos, desde a fundação, e que já faleceram”, afirmou.
A escolha dos afilhados ocorre após uma seleção feita pela Cidade Dom Bosco. As informações das crianças e adolescentes são encaminhadas para Laura Anselmi, sobrinha do padre Ernesto Sassida e responsável pelo programa na Itália. A partir das informações recebidas, os padrinhos escolhem quem desejam acompanhar.
Depois da escolha, o contato é mantido principalmente por e-mail ou WhatsApp. As conversas costumam ocorrer em aniversários e datas comemorativas, mas alguns padrinhos optam por acompanhar os afilhados mensalmente.
O acompanhamento das crianças é atualizado uma vez por ano. Durante o recadastramento, as famílias levam os afilhados à instituição para produzir novas fotografias e escrever cartas, que são encaminhadas aos padrinhos junto com informações sobre o desempenho escolar e a situação familiar.
“Falamos se ela passou de ano, se está fazendo algum curso, se a família aumentou ou diminuiu. São informações para que o benfeitor consiga acompanhar mesmo o desenvolvimento do apadrinhado”, explicou Juliane.
Os recursos enviados pelos padrinhos são reunidos pela instituição e destinados às famílias atendidas. Entre as ações estão a distribuição de cestas básicas e vale-gás, apoio para despesas de saúde e cursos e oficinas de geração de renda para os responsáveis.
As crianças e adolescentes também participam de atividades socioeducativas e, a partir dos 14 anos, podem frequentar cursos de iniciação e qualificação profissional.
Recentemente, a italiana Susy, madrinha de Murilo Brayan e Alanna Auxiliadora, esteve em Corumbá para conhecer os dois afilhados pessoalmente após anos de acompanhamento à distância. Durante a visita, ela entregou presentes que trouxe da Itália para as crianças.
Ao longo de mais de seis décadas, o programa acompanhou diferentes gerações de crianças e adolescentes e, segundo a Cidade Dom Bosco, contribuiu para trajetórias que incluem conclusão do ensino superior e entrada no mercado de trabalho.
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