Grupo de trabalho dos dois municípios se reuniram para debater aperfeiçoamentos no projeto.
(Foto: Divulgação/MPMS)
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realizou, nesta quarta-feira, 22 de julho, uma nova e importante etapa do Projeto Acolhida, em uma reunião de trabalho sediada no plenário da Câmara Municipal de Ladário. O encontro estratégico reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes técnicos das redes de assistência social de Corumbá e Ladário. O debate central girou em torno do aperfeiçoamento dos fluxos de atendimento público voltados a acolher e assistir as vítimas diretas e indiretas de crimes com resultado morte — como homicídios, feminicídios e latrocínios —, assegurando que a rede pública de saúde esteja plenamente articulada para responder com agilidade em toda a faixa de fronteira.
Durante toda a manhã, as equipes debateram metodologias e estratégias práticas para descentralizar os serviços e desburocratiar os encaminhamentos burocráticos no setor de saúde mental e assistência básica. A finalidade do encontro é definir com clareza as atribuições técnicas de cada setor e as obrigações institucionais de cada prefeitura, garantindo que o atendimento prestado aos familiares seja marcado pela celeridade e pela humanização. Os especialistas alertam que a perda trágica e abrupta de um ente querido por violência letal desar estrutura famílias inteiras, gerando profundas consequências emocionais, psicológicas e, muitas vezes, severas perdas econômicas para dependentes que ficam desamparados.
A rodada de discussões faz parte de um cronograma fixo de ações do projeto, que foca na consolidação de protocolos institucionais duradouros que sobrevivam às trocas de gestões municipais. Sob a coordenação direta do Ministério Público, o Projeto Acolhida já transformou a realidade do atendimento social na capital, Campo Grande, e em diversos outros municípios de Mato Grosso do Sul, padronizando os procedimentos pós-crimes graves. O avanço da iniciativa na região pantaneira reforça o compromisso do Estado com a construção de uma rede protetiva intersetorial capaz de tirar famílias da vulnerabilidade crônica, ampliando o acesso a direitos fundamentais após a ocorrência de episódios traumáticos de violência.
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