Cerca de 48,6% dos domicílios do Estado não têm acesso à rede de esgoto.
(Foto: Henrique Kawaminami)
Mais de 596 mil domicílios do Mato Grosso do Sul não têm acesso à rede de esgoto, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Contínua 2024, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento também aponta que 51 mil residências não contam com água canalizada e que 213 mil ainda queimam ou enterram o lixo.
O Estado possui 1,16 milhão de domicílios particulares permanentes, com média de 2,9 moradores por residência. Entre eles, 82% estão em áreas urbanas e 18% em áreas rurais. A taxa é semelhante à média nacional, mas em estados como o Rio de Janeiro a urbanização chega a 97,6%, enquanto o Maranhão registra apenas 59,5%. Nesse indicador, o Mato Grosso do Sul ocupa a 13ª posição entre os estados.
Na tipologia das moradias, 83% dos lares sul-mato-grossenses são casas, 12,8% apartamentos e 3,4% cortiços, vilas ou outros formatos.
Em relação ao abastecimento de água, 95,6% dos domicílios do Estado possuem água canalizada, o que corresponde a cerca de 1,11 milhão de residências. Isso significa que aproximadamente 51 mil lares ainda não contam com o serviço. O índice coloca Mato Grosso do Sul na 11ª posição do ranking nacional. São Paulo lidera com 99,8%. O Maranhão, por outro lado, aparece na última posição, com apenas 68,7% dos lares atendidos.
A energia elétrica é praticamente universalizada: 99,9% dos domicílios estão conectados à rede ou a outras fontes, o que representa cerca de 1,159 milhão de residências. Apenas pouco mais de mil domicílios seguem sem acesso à luz. Com esse percentual, Mato Grosso do Sul figura entre os cinco primeiros estados do País, atrás de unidades da federação como São Paulo e Santa Catarina. O Acre é o estado com pior índice, com 97,4% de cobertura.
Saneamento — Apenas 48,6% dos domicílios sul-mato-grossenses estão ligados à rede geral de esgoto ou pluvial, o que equivale a cerca de 564 mil residências. Mais de 596 mil ainda dependem de fossas sépticas ou formas rudimentares de esgotamento, como fossas não ligadas à rede, valas ou despejo em rios e terrenos. Nesse ranking, Mato Grosso do Sul ocupa a 18ª posição nacional. São Paulo lidera a cobertura com 93,6%, enquanto o Piauí ocupa a última posição, com apenas 15,3%.
Quanto ao destino do lixo, 74,6% dos lares contam com coleta por serviço de limpeza, equivalente a 866 mil domicílios. Outros 213 mil ainda queimam ou enterram resíduos, e cerca de 78 mil utilizam caçambas públicas. O Estado aparece na 16ª posição nacional. Em São Paulo, a coleta chega a 99,3%, enquanto no Maranhão menos da metade dos domicílios têm acesso ao serviço.
Os dados absolutos foram calculados a partir do total de domicílios do estado informado pelo IBGE, com base nos percentuais da pesquisa.
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