Sobrevoo foi realizado nesta sexta-feira, 26 de julho, para monitorar e traçar estratégias de acesso ao local.
(Foto: Divulgação/IHP)
A equipe da Brigada Alto Pantanal está mobilizada e realiza trabalho de combate a incêndio florestal em conjunto com brigadistas do Prevfogo/Ibama e funcionários de fazendas em região que está a Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar (Rede Amolar). Houve a detecção de fogo em área que fica próxima da fronteira entre Brasil e Bolívia nesta sexta-feira, 26 de julho. Sobrevoo foi realizado para monitorar e traçar estratégias de acesso ao local.
As ações tiveram inicio já sexta-feira, 26, e prosseguem neste sábado, 27 de julho. Ao todo, serão 21 pessoas empregadas diretamente para fazer o combate às chamas nesse território. Dependendo da direção do vento, o fogo ameaça avançar e pode atingir diretamente a Serra do Amolar.
O apoio dos brigadistas do Prevfogo/Ibama contribui para ampliar a capacidade de combate e criação de linhas de defesa para evitar o avanço do fogo. Os esforços dos funcionários de propriedades rurais próximas permite que equipamentos e veículos possam ser usados, bem como a possibilidade de contar com pessoas que têm maior conhecimento da região, bem como de acessos e locais com água.
A Brigada Alto Pantanal vinha realizando, até esta semana, ações diferentes de proteção contra o fogo em outras áreas da Rede Amolar. Também houve manutenção de área onde ocorreu o plantio de mais de 25 mil mudas, na RPPN Acurizal. Os brigadistas ambientais realizaram ações de combate direto ao fogo em junho e conseguiram controlar as chamas. Houve também apoio de ribeirinhos e funcionários de fazenda. Ainda ocorreu um outro combate, no final de junho, em território boliviano com apoio do Exército do país vizinho.
A região da Serra do Amolar, no Pantanal, tem uma importância significativa para o ciclo de cheia no bioma. O biólogo no IHP, Wener Hugo Moreno, detalha que o território exerce diferentes funções. “Formando uma barragem natural com a morraria que ocorre ao longo do Rio Paraguai, a Serra do Amolar, na planície de inundação, funciona como um funil que controla o fluxo das águas norte – sul que moldam o atraso do pulso de inundação, assim inundado as diversas baías e lagoas que se encontram na região acima. Caracterizando assim o chamado gargalo Paraguai”, explica.
A Serra do Amolar também compreende um território que forma um corredor de biodiversidade. Esse corredor envolve ações diretas do IHP com o programa Rede Amolar. Por conta de diferentes medidas, o Instituto formou com parceiros um corredor de mais de 300 mil hectares, que compreende áreas de Reservas Particulares de Proteção Natural (RPPNs), o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e propriedades particulares. *Informações do IHP.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Homem de 47 anos desaparecido é encontrado morto em área de eucaliptos
Mulher é socorrida com dedos presos em máquina de pastel em Corumbá
Bombeiros arrombam porta para resgatar mulher com fêmur fraturado em Corumbá
Segunda-feira de céu nublado e termômetros em elevação em Corumbá e Ladário
Carro boliviano capota na fronteira e motorista é socorrida por populares
Ponte sobre o Rio Paraguai tem tráfego interrompido neste fim de semana
Exército realiza programação especial em Corumbá em homenagem ao Dia do Soldado
Corumbá terá fim de semana ensolarado e sem previsão de chuva
Movimento de capoeira trava coluna de professor na Praça do Cravo