Caso envolve crimes de corrupção, peculato, nota fiscal falsa e lavagem de dinheiro.
(Foto: Paulo Francis)
O TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) decretou a prisão preventiva de Rehder dos Santos Batista, 41 anos, ex-diretor administrativo e financeiro do HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian, em Campo Grande.
Ele desapareceu após ser denunciado pelo desvio de R$ 15,7 milhões. Em abril, Rehder não era encontrado nem pela Justiça e nem por equipe de sindicância do governo de Mato Grosso do Sul. A última informação é que estava morando em Itajaí (Santa Catarina).
A prisão preventiva foi decretada pela 3ª Câmara do Tribunal de Justiça, que seguiu o voto do relator, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva. Foi destacado a gravidade do caso, que envolve corrupção ativa e passiva, emissão de nota fiscal falsa, peculato, lavagem de dinheiro e participação em associação criminosa, com a finalidade de cometer crimes contra a administração pública que acarretaram grave dano ao erário.
A ordem de prisão foi expedida no último dia 4 de junho e já está disponível no BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões), sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O documento tem validade até 7 de maio de 2040.
O servidor ainda atuou como coordenador de logística e suprimentos no HR. Na denúncia de improbidade administrativa, ele foi acusado por fraudar notas fiscais. Conforme a ação, no período de três anos, entre 1º de setembro de 2016 a 31 de outubro de 2019, a Cirumed Comércio Ltda, com aval de Rehder, “emitiu 45 notas fiscais simuladas, inserindo declarações inverídicas, aduzindo falsamente a venda de produtos hospitalares ao hospital".
O esquema funcionava com pedido de medicamentos ou insumos feitos junto à empresa que prestava serviço ao hospital. Registrava-se isso no sistema interno, de forma virtual, mas os produtos nunca chegavam. Posteriormente, era dado baixa a esses itens, como se tivessem sido entregues ou emprestados de volta à Cirumed e, então, emitia-se nota fiscal, o que garantia o pagamento ao fornecedor.
No sistema do TJ-MS, a reportagem verificou que Rehder dos Santos Batista é réu em duas ações de improbidade, que totalizam R$ 15,7 milhões. Uma com valor de R$ 12.014.362,10 e a segunda de R$ 3.690.142,80. Ele foi alvo da operação Parasita, realizada em 7 de dezembro de 2022 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-diretor do HR.
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