Empresas estrangeiras assumirão o pagamento da dívida e retomarão a atividade econômica.
(Foto: Ilustrativa/Arquivo)
Negociação deve possibilitar o pagamento de dívidas com cerca de 150 trabalhadores, estima a Justiça do Trabalho
A Justiça do Trabalho realizou na última quarta-feira (20), durante a 13ª edição da Semana Nacional da Execução Trabalhista, audiência de conciliação com um grupo de empresas de navegação na cidade de Ladário. O acordo possibilitará o pagamento de cerca de R$ 30 milhões a aproximadamente 150 ex-empregados, fora das despesas processuais, como multas, custas e honorários.
As empresas devedoras realizavam o transporte de cargas pelo Rio Paraguai, mas atualmente estavam inativas, o que foi constatado em visita esse ano por uma equipe da Justiça do Trabalho, que declarou a empresa “inativa, sem qualquer atividade e com aspecto de abandonada”. Inclusive as embarcações estavam sem utilidade no Rio Paraguai.
Os trabalhadores poderão optar em receber 80% do crédito em 6 parcelas mensais, com início em 16 de outubro deste ano, ou receber o valor total do crédito no dia 15 de abril de 2024. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos presentes.
Segundo o juiz, coordenador do Centro de Execução e Pesquisa Patrimonial, André Luis Nacer de Souza, responsável pelo processo e pela audiência, o acordo “tende a ser o ponto final de um dos casos mais trabalhosos que tivemos. Foram inúmeros incidentes processuais solucionados, além de um intenso trabalho de pesquisa, realizado pelo nosso competente quadro de servidores, e de várias penhoras efetivadas. Para a efetivação de algumas penhoras, inclusive, solicitamos o apoio da Polícia Federal e da Marinha do Brasil, tamanhas eram as dificuldades operacionais”.
O juiz explicou que, após um amplo trabalho de investigação, a Justiça do Trabalho localizou bens que garantiam a satisfação dos créditos independentemente da colaboração das executadas. Entretanto, o acordo foi importante para saldar os débitos de forma mais rápida e para possibilitar a retomada da atividade econômica por parte das empresas que assumiram a dívida, o que é, segundo ele “um ponto importante para a economia e para a sociedade local”.
A audiência contou com a presença dos representantes de duas empresas estrangeiras, que assumirão o pagamento da dívida, além dos advogados das executadas e dos credores, dos representantes do sindicato da categoria e do Ministério Público do Trabalho.
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