Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
Turismo

Pesca esportiva no Pantanal de Corumbá é vivenciar a vida pantaneira no curso do rio

24 jul 2023 - 05h54   atualizado em 03/03/2026 às 09h28

Gesiane S. Lourenço

Pesca esportiva no Pantanal de Corumbá é vivenciar a vida pantaneira no curso do rio O pescador esportivo vai ao encontro das belezas naturais da região e vivenciará os costumes e tradições na viagem ao longo do Rio Paraguai. (Foto: Divulgação/Accert)

Organizar um pesque-solte no Pantanal de Corumbá, em família ou entre amigos, não se resume simplesmente em passar cinco dias desfrutando do melhor serviço de bordo e da comodidade dos barcos-hotéis e sentir a emoção de fisgar um peixe nativo, como o dourado, o pintado e o pacu. O passeio vai muito além: o pescador esportivo vai ao encontro das belezas naturais da região e vivenciará os costumes e tradições na viagem ao longo do Rio Paraguai.

Ao chegar a Corumbá, conhecida como Capital do Pantanal – o maior município do bioma em seus 65 mil km² de extensão, a vida pantaneira já pulsa da barranca do rio, de frente para o centenário Casario do Porto. Pescadores artesanais em suas canoas-de-um-pau-só se equilibram na busca do peixe e da sobrevivência, com a sabedoria do biguá que está sobrevoando no entorno também em busca do alimento do rio. Quando o cardume passa, todos se fartam!

O roteiro de pesca esportiva oferecidos pelas operadoras associadas à ACERT (Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo) estende-se por mais de 250 km rio acima (sentido Norte, na divisa com Mato Grosso), a partir do porto da cidade de Corumbá, onde ocorre o embarque após checagem de acomodações, traia de pesca e segurança. Os barcos-hotéis, com capacidade de 6 até 60 pessoas, são vistoriados pela Capitania dos Portos do Pantanal - Marinha do Brasil.

Vai “boieiro” rio abaixo...

A viagem pelo sinuoso Rio Paraguai até os pontos tradicionais de pesque-solte é um diferencial que o pescador não encontra em outra região. Ao longo do trecho, as barrancas do rio chamam a atenção pela presença das comunidades tradicionais (que vivem da pesca e da pequena agricultura e animais), sedes de grandes fazendas e as escolas das águas mantidas pelo município ou associações, onde as crianças ribeirinhas estudam em sistema de internatos.

É inspirador presenciar o trabalho do pescador pantaneiro, que se equilibra na canoa de madeira, em busca do sutento. Foto: Divulgação/Accert 

O barco-hotel passa pela Ilha do Tagiloma, um local espraiado onde moradores da cidade curtem os fins de semana para lazer e pesca esportiva, e mais a frente surgem os primeiros aglomerados dos chamados povos das águas, com suas pequenas embarcações movidas por rabetas, e os embarcadouros de gado. Os “boieiros”, presentes na música do cantor Almir Sater, substituem as comitivas pantaneiras nas cheias do Pantanal para superar as longas jornadas até a cidade.

O barco-hotel segue lentamente nas águas mansas do Paraguai e a vegetação vai mudando de tipos de espécies arbóreas e floração, com baias próximas do rio, muitas aves e a presença de pescadores esportivos. Nessa época do ano, a grande atração desse ambiente de natureza exuberante é o roxo das piúvas que florescem na beira do rio ou nas encostas da morraria, que começa a surgir anunciando a Serra do Amolar – um dos lugares mais espetaculares e preservados do Pantanal.

Mar de água doce

A rota da pesca esportiva passa por pequenos portos e integra alguns afluentes, como o Paraguai-Mirim, berçário de peixes e águas cristalinas que propiciam banhos e lindas imagens. A chegada na Região do Amolar é algo indescritível, a natureza se expõe de todas as formas e os pequenos botes levam o turista a um passeio pela imensidão de água e muito verde beirando o monumento rochoso, habitat das onças.

De Corumbá até a Barra do São Lourenço (onde o rio Cuiabá desagua no Paraguai) são 220 km e ao longo do passeio o pescador esportivo desfruta de todo o conforto proporcionado pelas embarcações que operam com pacotes personalizados, cujas reservas são feitas diretamente com os operadores. A emoção do dourado ou o pintado na fisga é grande, e também quando se conhece a Lagoa Gaiva, um mar de água doce, e a Baia Uberaba, onde vivem os Guató, índios canoeiros.

O acesso à Capital do Pantanal pode ser feito pela BR-262, a partir de Campo Grande.

Leia Também

Calor intenso e promessa de chuva marcam a quinta-feira em Corumbá e Ladário
Tempo

Calor intenso e promessa de chuva marcam a quinta-feira em Corumbá e Ladário

Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da PF
Justiça

Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da PF

36ª edição dos Jogos da Reme será realizada de 22 a 31 de outubro em Corumbá
Esporte

36ª edição dos Jogos da Reme será realizada de 22 a 31 de outubro em Corumbá

Mulher sofre luxação após desmaio em Ladário
Plantão

Mulher sofre luxação após desmaio em Ladário

Violenta colisão projeta motociclista sobre capô de carro no centro de Corumbá
Plantão

Violenta colisão projeta motociclista sobre capô de carro no centro de Corumbá

Queda de árvore de grande porte atinge adutora de água no centro de Corumbá
Plantão

Queda de árvore de grande porte atinge adutora de água no centro de Corumbá

Calor intenso e possíveis pancadas isoladas marcam a quarta-feira na região
Tempo

Calor intenso e possíveis pancadas isoladas marcam a quarta-feira na região

Comarca de Corumbá abre seleção para estágio em Direito e Sistemas de Informação
Geral

Comarca de Corumbá abre seleção para estágio em Direito e Sistemas de Informação

Inventário extrajudicial não exigirá mais pagamento prévio de ITCMD
justiça

Inventário extrajudicial não exigirá mais pagamento prévio de ITCMD

Ponte sobre o rio Paraguai sofrerá nova interdição no fim de semana
Geral

Ponte sobre o rio Paraguai sofrerá nova interdição no fim de semana

Mais Lidas

Mulher esfaqueia marido para sobreviver a espancamento em Corumbá
Polícia

Mulher esfaqueia marido para sobreviver a espancamento em Corumbá

“Irmãos Metralha” são presos após furtar até carne de sol em Ladário
Polícia

“Irmãos Metralha” são presos após furtar até carne de sol em Ladário

Violenta colisão projeta motociclista sobre capô de carro no centro de Corumbá
Plantão

Violenta colisão projeta motociclista sobre capô de carro no centro de Corumbá

Escritora infantil de Corumbá participa da Bienal do livro de São Paulo
Cultura

Escritora infantil de Corumbá participa da Bienal do livro de São Paulo