A campanha de incentivo ao pesque e solte no Pantanal de Mato Grosso do Sul foi lançada pela ACERT em 2019.
(Silvio Andrade)
Levantamento preliminar realizado pela ACERT (Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo), que congrega as empresas que operam barcos hotéis e hotéis pesqueiros em Corumbá, aponta que 750 toneladas de peixes (225 mil exemplares adultos) deixaram de ser capturados e transportados durante a temporada de pesca esportiva no ano passado, com base na cota permitida por lei (um exemplar de qualquer tamanho e cinco piranhas).
Para chegar a esse volume significativo de pescado não retirado do Rio Paraguai, a ACERT estimou o total de clientes de seus associados (25 mil pescadores esportivos) em 40 semanas de pesca em 2022, os quais teriam direito a levar um exemplar adulto (média de dez quilos) e cinco piranhas (média de cinco quilos), totalizando 375 mil quilos. A lei permite ainda a captura de peixes exóticos e a estatística considerou três exemplares (média de cinco quilos cada), perfazendo mais 375 mil quilos.
A campanha de incentivo ao pesque e solte no Pantanal de Mato Grosso do Sul foi lançada pela ACERT em 2019, e de imediato ganhou a adesão da maioria dos pescadores esportivos. Hoje, a prática tem um impacto positivo na manutenção do estoque pesqueiro no Rio Paraguai e afluentes.
Referência
Para a ACERT, essa mudança de consciência do pescador esportivo que vem ao Pantanal se deve a atitude dos empresários que atuam no segmento de estimular a prática de uma pesca sustentável e não predatória. Esse comprometimento do setor contribuiu para a mudança na legislação, que ampliou a temporada da pesca no Rio Paraguai, onde é permitido o pesque e solte a partir de 1º de fevereiro.
“Corumbá não é apenas o principal destino da pesca esportiva, mas é uma referência na preservação dos nossos rios. Fomos o primeiro município a proibir a pesca do dourado e hoje nossos clientes vêm ao Pantanal pelo prazer de pescar e conviver com a natureza”, afirma Luiz Martins, presidente da associação.
A prática do pesque e solte no Pantanal, além de beneficiar o estoque pesqueiro, também favorece o pescador profissional, que teve sua cota mensal mantida pela legislação. Quando o pescador quer levar um peixe para casa, é orientado pelos operadores de barcos hotéis e hotéis pesqueiros a comprá-lo nos pontos de venda, diretamente do pescador profissional, com nota fiscal e origem.
“Estamos estimulando o comércio legal e gerando renda”, destaca Martins.
* Com informações da ACERT
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