Comissão de frente com os verdadeiros donos do chão, os indígenas.
(Clóvis Neto, PMC)
A escola de samba Unidos da Major Gama entrou na avenida com 800 componentes, 20 alas, quatro carros alegóricos, três tripés e 110 ritmistas na bateria. O enredo em homenagem ao município de Dourados deu destaque para a história, riqueza, desenvolvimento e as raízes da cidade sul mato-grossense.
Uma das maiores agremiações em número de componentes e alas, a Major Gama mostrou luxo, muita criatividade e fantasias bem elaboradas, porém precisou se atentar ao relógio para não ultrapassar o tempo máximo de desfile permitido pela Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá).
Toda a primeira parte da escola, que inclui a comissão de frente, as três primeiras alas, um tripé e o carro abre alas trouxeram a origem indígena do município, terra antes habitadas pelas tribos Terena, Guarai e Kaiowá, cuja presença dos descendentes é marcante até os dias atuais, constituíno uma das maiores populações indígenas do Brasil.
As baianas vieram com fantasias muito bem acabadas. Foto: Clóvis Neto, PMCA agremiação deu destaque a vinda de famílias dos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, a partir do final do século XIX, em busca de novas terras no oeste do país. Alas também representaram a vinda de imigrantes árabes, sírios, libaneses, paraguaios e também japoneses, que chegaram em dourados para se dedicarem ao cultivo do café.
A potência de Dourados na agricultura recebeu referência em pelo menos quatro alas e no segundo carro alegórico, onde a mãe do prefeito de Dourados, Alan Guedes e o empresário do café, Jeferson Valério, estavam presentes.
Festas típicas da cidade, o artesanato, a fé, a música típica e a gastronomia também receberam grandes destaques. No último carro, referência ao Tereré, bebida de origem indígena, considerada o ouro verde da cidade.
Escola levou carros grandiosos para a avenida. Foto: Clóvis Neto, PMCFicha técnica
Presidente: Salim Ribeiro
Enredo: Dourados; Portal do Mercosul.
Carnavalesco: Kiro Panovitch.
Mestre de Bateria: Igor Medeiros
Obrigatoriedades
De acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá (Liesco), oito quesitos, com dois jurados cada, estiveram sob avaliação: bateria; samba-enredo; fantasias; alegorias; enredo; comissão de frente; mestre-sala e porta-bandeira e o conjunto harmônico (harmonia/evolução). Pelo regulamento, as agremiações tiveram tempo mínimo de 55 minutos de desfile e máximo de 70 minutos.
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