Em Mato Grosso do Sul, 23 municípios deverão ser beneficiados pela Rota Bioceânica.
(Divulgação)
Ao participar nesta quinta-feira (26/05) do do 1º Fórum “Integração dos Municípios do Corredor Bioceânico’’, realizado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o presidente da Fiems, Sérgio Longen destacou a importância da integração proporcionada pelo projeto para o desenvolvimento da indústria. Para ele, trata-se de um projeto antigo e que começa a se concretizar, representando salto econômico principalmente para Brasil, Paraguai, Chile e Argentina, além de mais facilidade nas negociações comerciais.
“Entendemos que a melhor forma de desenvolver uma região é por meio da integração e nesse caminho estamos trabalhando. A nossa indústria não tem fronteiras e trabalhamos cada vez mais sonhando que isso possa fluir nos moldes do projeto de integração que existe na Europa, onde as fronteiras não existem. Nós, empresários, precisamos dessa integração”, destacou Longen.
Em Mato Grosso do Sul, 23 municípios deverão ser beneficiados pela Rota Bioceânica. Diretamente, o corredor rodoviário incluirá oito municípios - entre eles Porto Murtinho, onde está sendo construída a ponte para integração -, além de interferir nas atividades de outros 15.
Na avaliação do presidente da Fiems, o Corredor Bioceânico também vai facilitar as exportações da produção do Estado. “MS tem hoje indicadores muito favoráveis de exportações. Entendemos que essa rota vai facilitar e tornar nossos produtos mais atrativos e, com isso, desenvolver outros segmentos industriais do Estado”, completou.
Realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o evento foi organizado pelo Ministério das Relações Exteriores com representantes dos países envolvidos. O ministro Carlos Alberto Franco França ressaltou que a integração entre os países inaugura novo eixo de dinamismo econômico e desenvolvimento regional. “O Centro-Oeste terá acesso a preços competitivos e relações comerciais que podem se transformar em novo polo de distribuição e centro logístico”, declarou.
O presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, destacou o caráter histórico do projeto que se concretiza. “A ponte entre os caminhos de Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, já é chamada por alguma razão de Ponte Bioceânica. Ela não unirá o Atlântico ao Pacífico, mas removerá definitivamente o maior gargalo logístico ao longos dos 2,3 mil quilômetros de encontro ferroviário que nos dará acesso aos portos do chilenos e os mercados asiáticos”, afirmou.
O governador Reinaldo Azambuja destacou a potencialização do protagonismo de Mato Grosso do Sul nas exportações. “Conseguiremos mais simplificações nas aduanas, teremos agilidade e fluxo de mercadoria muito mais rápido com o corredor. 67% das exportações de Mato Grosso do Sul vão aos países asiáticos e somos grandes importadores. Então, teremos um fluxo contínuo de cargas se tivermos um tratado de integração comercial entre os países”, ressaltou.
Para o senador Nelsinho Trad, o Legislativo terá de trabalhar de forma articulada para dar andamento ao projeto. “A nossa missão é fazer com que esse projeto ganhe cada vez mais força no âmbito dos parlamentos do Paraguai, da Argentina e do Chile e, consequentemente, no nosso país. Sabemos da importância que ele tem para gerar desenvolvimento, emprego e renda, principalmente nessa época pós pandemia”, comentou.
A deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou que o projeto irá beneficiar pelo menos oito municípios diretamente. “Não tenho dúvida de que a Rota Bioceânica, além do desenvolvimento e comércio, vai trazer o turismo e intercâmbio cultural entre os países que compõem a América do Sul”, disse.
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