Pavilhão dos Países tem cultura e artesanato dos países participantes do FASP.
(Capital do Pantanal)
O 16º Festival América do Sul Pantanal também traz, para quem gosta de artesanato, uma riqueza e variedade de peças reunidas no Pavilhão dos Países. São peças produzidas por artesãos da Colômbia, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Venezuela, Chile, Uruguai e Equador, e como não poderia faltar, por artistas sul-mato-grossenses.
Nos stands montados na Avenida General Rondon o público pode fazer uma pequena viagem pela América do Sul.
Essa é a terceira vez que o artesão Hermán Lira expõe no Fasp. Foto: Capital do PantanalO artesão Hernán Lira, de Pergamino, na Argentina, está fazendo um verdadeiro sucesso, principalmente entre as crianças com seus brinquedos e marionetes de madeira, que possuem movimento articulado. Ele trabalha há 25 anos confeccionando com as próprias mãos esse tipo de artesanato, e essa é a terceira vez que participa do FASP.
"Para mim é muito importante participar de um evento como o FASP, porque posso mostrar a minha arte, aquilo que mais gosto de fazer na vida, esse é o meu trabalho, e é gratificante e desafiador viver das próprias mãos. O meu artesanato é para toda família, mas as crianças são as que mais ficam encantadas", comentou Hernán.
Marionetes, carrosséis, bonecos pulando corda são alguns dos brinquedos confeccionados por Hernán que podem ser encontrados a partir do valor de R$ 40.
Elvia Paucan veio do Peru para divulgar seu trabalho e a cultura do seu país. Foto: Capital do PantanalA artesã peruana Elvia Paucan também está expondo durante o FASP, no pavilhão dos países, o seu artesanato. São quadros e bolsas feitos a mão com lã de ovelha, além de objetos de decoração em cerâmica, também produzidos manualmente. "Participando desse evento além de mostrar o meu trabalha também estou divulgando um pouco a cultura do meu país", ressaltou.
Nicolau Flores, artesão indégena de Miranda, fabrica peças em argila. Foto: Capital do PantanalQuem passear pelos stands também vai encontrar a Tenda dos Saberes Indígenas, onde está exposto belíssimos trabalhos feitos por tribos indígenas.
Seu Nicolau Flores da Tribo Kinikinau de Miranda (MS) sempre participa do FASP com seu artesanato, que são vasos de flores, fruteiras e demais objetos tudo feito com argila, e colares e flautas feito com semente jatobá. "As mulheres da nossa tribo tem uma grande participação na produção desse artesanato, porque são elas que vão atrás da matéria-prima, retiram a argila e ajudam na confecção do material, que passa ainda pelo processo de secagem, queima e pintura", contou. Ele ainda destacou que o artesanato ajuda na renda familiar, que vive do trabalho do campo.
Também na Tenda dos Saberes Indígenas está o trabalho da Dona Catarina Guató, que são produtos feitos com Aguapé e Fibras Naturais, o legítimo artesanato 100% sustentável do Pantanal.
Dona Catarina Guató tira seu sustento do Aguapé, planta aquática muito comum no Rio Paraguai. Foto: Capital do PantanalO Aguapé é uma planta aquática muito comum na região, que flutua nas águas do Rio Paraguai, baías e corixos. Serve como abrigo e alimento para várias espécies. E é dele que Dona Catarina tira seu sustento.
Ela é nascida e criada na Ilha Ínsua, há séculos habitada pelos indígenas da etnia Guató. "Hoje moro em Corumbá, onde produzo meu artesanato para ser vendido como lembrança aos turistas e ensino voluntariamente os ribeirinhos a fazer o mesmo. O FASP é uma forma de divulgar esse trabalho".
Além do Pavilhão dos Países e da Tenda dos Saberes Indígenas, o público vai encontrar os stands da Memória Fonográfica, do Artesanato de Corumbá e do Espaço Criativo. No FASP tem artesanato para todos os gostos e tudo com entrada franca, vale a pena conferir.
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