Preso em Corumbá, Antônio Parada aguarda o inicio dos tramites legais para sua extradição.
(El Deber)
Na manhã desta terça-feira (25/01/22), após recebimento de mandado judicial expedido pelo Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os policiais efetuaram a prisão de cidadão de nacionalidade boliviana.
O cidadão boliviano, juntamente com seu irmão, são acusados de liderarem grupo que criou dados fantasmas na Prefeitura de Santa Cruz de La Sierra com vistas a auferir ganhos ilícitos. Inclusive, o irmão já havia sido preso no Panamá, em dezembro do ano passado, após divulgação de alerta vermelho pela Interpol.
A prisão do foragido foi possível graças à troca de informações entre os policiais federais de Corumbá, a Adidância da PF na Bolívia, o escritório central da Interpol em Brasília e do Centro de Cooperação Internacional localizado na Polícia Federal no Rio de Janeiro.
Ele aguardará preso enquanto o pedido de extradição pelo governo boliviano é avaliado pela justiça brasileira.
A Delegacia da Polícia Federal em Corumbá mantém canal de denúncias anônimas através do e-mail [email protected] e do telefone 67 9 9202 8240. Caso saiba de informações sobre este ou outros casos de competência da PF entre em contato
Entenda o caso
De acordo com o jornal El Deber, Antonio Parada Vaca,preso pela Polícia em Corumbá (Brasil) logo será devolvido, pois o ministro do Governo, Eduardo del Castillo, antecipou o início dos trâmites para a sua extradição.
Este é o ex-diretor de Recursos Humanos do Gabinete do Prefeito de Santa Cruz de la Sierra, o principal investigador do caso dos itens fantasmas. Seu irmão, Guillermo Parada, também foi capturado no final de dezembro no Panamá , quando tentava se mudar para os Estados Unidos (EUA).
Ambos haviam fugido do território nacional antes de serem convocados pelo Ministério Público quando eclodiu o escândalo de corrupção. Eles iniciaram um processo de refugiados na nação vizinha, depois que a Interpol ativou o selo vermelho para descobrir seu paradeiro.
Parada teria saído do país na primeira semana de dezembro, quando começaram as investigações sobre a suposta rede de corrupção, que se beneficiou de pelo menos 800 itens fantasmas , gerando prejuízos econômicos ao governo municipal que ultrapassam 4,8 milhões de bolivianos por mês.
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