Navios utilizados no combate as queimadas tiveram que ficar parados devido a baixa visibilidade causada pela fumaça.
(Sílvio de Andrade)
Esta quarta-feira (30) amanheceu com densa fumaça encobrindo toda a região do alto Pantanal de Corumbá, prometendo ser um dos dias mais quentes nesse período de seca e incêndios florestais. Às 6h a temperatura já chegava a 28 graus, com sensação térmica de 30 graus, e umidade relativa do ar em 58%. Um cenário cinza, ambiente silencioso sem as embarcações navegando. Aves circulam sem direção, em busca de abrigo, que foi destruído pelo fogo.
Os bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Paraná se mobilizaram logo cedo, ao amanhecer, para a troca de turma que fará o monitoramento da área com maior intensidade de focos: o vale das baias Mandioré e Taquaral, onde, durante três dias, foi construída uma linha negra (contrafogo) de três quilômetros para conter o fogo que avança em direção à Serra do Amolar. Se esse fogo passasse, poderia se tornar incontrolável e atingir 70 mil hectares de reservas.
“A estratégia deu certo, o fogo chegou na linha e extinguiu-se”, informou a tenente bombeiro paranaense Luisiana Guimarães. Ela esteve à frente da difícil tarefa de controlar os focos numa região sensível ambientalmente e refúgio de pequenos e grandes animais, como a onça-pintada e o tatu-canastra (ameaçado de extinção). O difícil acesso, a partir da base montada na sede da RPPN Eliezer Batista, foi um dos desafios: são 8 km, grande parte de caminhada.
A coordenação da Operação Pantanal II definirá, em reunião na Marinha, em Ladário, as próximas etapas de prevenção e combate aos focos de calor em Corumbá. As guarnições dos bombeiros de MS e do PR que atuam na região do Amolar por mais de uma semana estão sendo desmobilizadas, reassumindo as equipes que estão chegando de Santa Catarina e do Distrito Federal. O fogo, nesse momento, avança em direção à Baía Vermelha, fronteira com a Bolívia.
Helicóptero do Ibama teve que cancelar sobrevoo devido a fumaça. Foto: Silvio de AndradeNo meio da manhã, foi descartado o combate aéreo, devido a falta de visibilidade. O helicóptero do Ibama realizaria lançamentos de água nesta manhã, mas a operação foi abortada devido a densa fumaça que ainda encobre toda a região. Mesmo nestas condições climáticas, muitos barcos-hotéis circulam pelo Amolar, até a divisa do Estado com Mato Grosso, com centenas de pescadores esportivos. Mas o rio não está para peixe...
Leia Também
MS reforça segurança prisional com novos equipamentos tecnológicos
STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal
Conserto emergencial pode afetar abastecimento de água em Ladário
Adolescente fica ferido após colisão entre carro e bicicleta sem freio em Corumbá
Quarta-feira de manhã nublada e tarde com previsão de sol em Corumbá e Ladário
Funcionários da Embrapa farão paralisação nacional nesta quarta-feira (17)
Bolsa Atleta confirma 304 beneficiados e libera apoio em agosto
Homem é encontrado inconsciente e com múltiplas lesões em Corumbá
Bombeiros percorrem o Pantanal para socorrer peão após queda de cavalo