Cheia-no-Pantanal
Relatório da Embrapa Pantanal aponta hipótese dos principais rios da região superarem a cota de permanência de 50%, os institutos meteorológicos indicam que o primeiro trimestre será de chuvas densas, as duas primeiras semanas de janeiro tiveram mais chuvas que o habitual para a época e os níveis dos rios já registram marcas acima da média. Esta semana houve uma estiagem, mas o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê ainda pelos próximos dias, o retorno das breves tempestades.
Apesar de ainda não ser um alerta preciso, é válido principalmente para as famílias ribeirinhas, que sofrem em períodos de cheia. As chuvas foram intensas nas primeiras semanas do ano para dos Rios Taquari, Negro, Taboco, Aquidauana e Miranda. O rio Aquidauana superou a marca dos 9 metros, desabrigou e isolou algumas das famílias que moram a margem das águas.
Durante o ano de 2015, instituições do Estado se desempenharam em desenvolver, em conjunto com a Embrapa Pantanal, métodos para a emissão de estimativas quantitativas e automatizadas de previsão de nível. O trabalho está em fase de finalização e serão enviados para publicação, ficando prontos, já poderão ser emitidos este ano.
Segundo relatório feito pelo pesquisador Carlos Roberto Padovani, da Embrapa Pantanal, “as áreas nas porções mais baixas do Pantanal, próximas do rio Paraguai foram relativamente bem drenadas antes do período de chuvas e também poderão atenuar as inundações causadas pela chuva local ou pelo desbordo dos rios”.
Nível dos rios no começo da semana
Rio Paraguai na Estação de Ladário: acima de 4,6 metros
Rio Paraguai na Estação de Bela Vista do Norte: acima de 5,4 metros
Rio Cuiabá na Estação de Porto Alegre: acima de 5,8 metros
Rio Paraguai na Estação de Forte Coimbra: acima de 4,0 metros
Rio Paraguai na Estação de Porto Murtinho: acima 5,4 metros
Possíveis causas
Fenômenos meteorológicos como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT, os ventos alísios que trazem a chuva para a Amazônia), a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), as frentes frias vindas do sul da América do Sul, além das zonas de alta e baixa pressão que provocam bloqueios ou favorecem a ocorrência de chuvas, têm a sua contribuição nas chuvas da região.
O “El Niño”, fenômeno meteorológico que aumenta a temperatura das águas do Oceano Pacífico na linha do Equador, também influencia nas chuvas da América do Sul e Brasil. O “El Niño” pode provocar mais chuvas para a região da Bacia do alto Paraguai. A previsão do centro de Monitoramento, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (CEMTEC-MS) é de muita chuva para todo o MS, em função da influência desse fenômeno.
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