A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul fechou 2015 com queda de 21,9% em relação ao ano de 2014, diminuindo de US$ 3,68 bilhões para US$ 2,87 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Em relação ao volume, no mesmo período, a redução foi de 20%, saindo de 11.615.600 toneladas para 9.288.241 toneladas, sendo que no ano passado os produtos industrializados representaram 61% de tudo que foi exportado pelo Estado, enquanto em 2014 esse percentual chegou a 70%.
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, em 2015, as maiores reduções ocorreram nos grupos “Extrativo Mineral”, “Complexo Frigorífico”, “Couros e Peles”, “Óleos Vegetais”, “Papel e Celulose” e “Açúcar e Etanol”, que proporcionaram, no comparativo com o ano anterior, uma redução superior a US$ 810 milhões. “Em dezembro, a venda externa de produtos industriais totalizou US$ 266,8 milhões, queda nominal de 6,4% em relação ao mesmo mês de 2014, quando o valor foi de US$ 285,0 milhões. Quanto ao volume, no mês, a queda foi de 9,4%”, detalhou.
Desempenho
Em 2015, a receita de exportação do grupo “Papel e Celulose” totalizou US$ 1,07 bilhão, indicando queda de 1,8% em relação a 2014, quando as vendas foram de US$ 1,09 bilhão. O resultado verificado teve como principal influência a diminuição das aquisições em importantes mercados compradores da celulose sul-mato-grossense, com destaque para a Holanda, Vietnã, Estados Unidos, França, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul, que, somados, compraram US$ 80 milhões a menos, quando comparado com o ano passado.
No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação em 2015 alcançou o equivalente a US$ 876,5 milhões, apontando queda de 27,1% sobre o ano anterior, quando o total ficou em US$ 1,2 bilhão. A redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com maior peso para a Rússia, que sozinha foi responsável por uma redução superior a US$ 251 milhões, enquanto na sequência, na mesma condição, aparecem Hong Kong, Japão e Arábia Saudita, totalizando US$ 100,5 milhões.
Outros grupos
Em 2015, no grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação fechou o ano em US$ 348,9 milhões, queda nominal de 1,7% sobre o ano anterior, quando as vendas foram de US$ 355,1 milhões. O resultado foi influenciado, principalmente, pela diminuição das compras realizadas pela Malásia, Geórgia, Iêmen, Reino Unido, Uruguai, Emirados Árabes Unidos, Egito e Israel, que, somados, reduziram em quase 177 mil toneladas o volume do açúcar comprado de Mato Grosso do Sul, enquanto, em valores, a queda foi superior a US$ 79 milhões. Outro fator com bastante peso no desempenho apresentado foi a redução de 16,5% no preço médio da tonelada do produto.
Já o grupo “Óleos Vegetais” fechou o ano de 2015 com receita equivalente a US$ 176,9 milhões, apontando queda de 23,7% sobre o ano de 2014, quando as vendas alcançaram US$ 231,6 milhões. O desempenho foi fortemente influenciado pela queda de 60% nas compras realizadas pela Holanda, Tailândia, França, Reino Unido e Coreia do Sul, sendo que os cinco países estavam entre os seis principais destinos das vendas de Mato Grosso do Sul em 2014, com participação equivalente a 77%, sendo que em valores a soma das aquisições desses países alcançava US$ 178 milhões.
Minério e couros
Quanto ao grupo “Extrativo Mineral”, a receita de exportação em 2015 alcançou o equivalente a US$ 183,8 milhões, indicando recuo de 64,7% sobre o ano de 2014, quando as vendas foram de US$ 520,6 milhões. Resultado fortemente influenciado pela queda de 52% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 38% no volume comercializado do produto. Em valores, o preço médio da tonelada caiu de US$ 69,00 em 2014 para US$ 33,00 em 2015. Já em relação ao volume, o total vendido em 2015, alcançou o equivalente a 4,18 milhões de toneladas, contra 6,79 milhões de toneladas no ano passado. Por fim, os minérios exportados por Mato Grosso do Sul tiveram a Argentina como principal destino com 97,3% do total ou US$ 178,8 milhões.
No grupo “Couros e peles”, a receita de exportação em 2015 alcançou US$ 121,9 milhões, mostrando queda de 35,4% sobre o ano anterior, quando as vendas foram de US$ 188,7 milhões. O resultado foi influenciado, basicamente, pela redução das compras efetuadas pela China, Hong Kong, Tailândia, Itália e Vietnã que, somados, proporcionaram receita inferior em US$ 53,6 milhões. Quanto ao volume, foram vendidas 7,4 mil toneladas a menos para esses países, indicando uma redução de 18,1%. Somado a isso, no mesmo período, também houve a diminuição de 19% do preço médio da tonelada do couro exportado por Mato Grosso do Sul.
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