Substantivo masculino que significa: O que é feito ou dito com intenção de provocar riso ou hilaridade acerca de alguém ou algo; caçoada, troça, zombaria. 2- Atitude ou manifestação ostensiva de desdém, de menosprezo, por vezes indignação.
Essa palavra veio em mente depois de muito pensar na situação do servidor público municipal preso com sete quilos de cocaína em Campo Grande. No início da semana foi publicado a prisão de uma quadrilha envolvida com mais de 270 quilos de drogas, em bairro de rico (Morumbi) em São Paulo, e apesar da notícia veiculada na rede Globo, através do site G!, não citar nome dos envolvidos, um jornal do Estado “ suitou” a matéria exibindo foto de um empresário corumbaense algemado, e além de mostrar a imagem citou o nome, mas me chama a atenção, porque foram oito pessoas presas e só citaram um nome. Eu pergunto e o restante, não fazia parte do bando?
E pior, o jornal fez referência a um estabelecimento comercial que pertencia a sogra do detido, nada tendo esta mulher a dever à justiça, muito pelo contrário, ajudou centenas de famílias com geração de emprego e, não é nada agradável ser citada como referência de ligação a criminosos, aliás, atitude condenada pelo código de ética do jornalista. Faço referência ao tema porque o empresário nunca foi dono de super mercado, este comercio foi aberto em Corumbá por uma família trabalhadora e honesta há mais de 100 anos, e este homem citado , sequer era nascido. Coisas que entristecem. Ainda confundem moral com ética.
Hoje me deparo com a foto de um funcionário público estampada em jornais como traficante. Temos que saber separar as coisas para não fazer pré-julgamentos. Não justifico criminoso, mas recorro as atenuantes como forma de entender como um homem honesto e de moral ilibada consegue ser seduzido pelo dinheiro fácil e ,quais as circunstâncias que o levaram a cometer tal ato de loucura.
Descubro que este homem tem dois filhos menores de idade doente, um inclusive hospitalizado. Claro que não justifica o que cometeu. Mas, penso na “ intenção” , “ dolo” e vejo que a causa é nobre. Não o desonra como cidadão de bem, nem como ser humano, pois sei o que é ver um filho doente e não ter recursos. Acredito que o desespero fez de “ mula” pai de família. E agora vai arcar com o preço desse " vacilo" . Mas, nada justifica o escárnio. Traficante é traficante e mula é mula. Eis o sagrado jornalismo que pratico e tenho a honra de publicar. E só para não esquecer: Jornalista não é juiz, não condena, apenas noticia fatos sem emitir juízo de valor.....Exceto em artigos de cunho pessoal e em páginas especificas para isto.
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