Talvez uma das palavras mais pronunciadas na sociedade brasileira, ao longo de nossa trajetória histórica é a “Tal da Justiça”, como dizem por ai. Tal frase reflete para muitos a descrença e o distanciamento desse direto, principalmente no ceio de grupos historicamente desprovidos de tal, como: pobres, negros, minorias de gênero, etc.
Mas, por que essa palavra é tão proclamada? Tal pergunta simplesmente pode ser respondida sobre várias vertentes ou simplesmente pela máxima de que, esta, a Justiça, em nosso país não é acessível de forma igualitária, como prevê a nossa Constituição (1988), ou simplesmente pela própria inércia, paternalismo e burocracia que impede que seus agentes, promovam a verdadeira justiça, para todos.
Hoje, nas redes sociais, muitos ainda atônitos, fizeram desabafos em forma de protesto e clamor, acerca do latrocínio praticado ontem (9), que vitimou um pai de família, um trabalhador, um brasileiro que, brutalmente foi assassinado por bárbaros, simplesmente para levarem o veículo que era o seu ganha pão. A morte do senhor Guerreiro, se materializa como mais um exemplo da insegurança pelo qual vivemos todos os dias, e se, os culpados não forem encontrados, julgados e condenados na forma mais rígida da lei, transformar-se-á em mais um número para engrossar as estatísticas do crime.
Qual a razão para tanta violência? Poderíamos enumerar vários fatores, desde econômicos, psicológicos, sociais, políticos e culturais, para tentar justificar o injustificável. Bem verdade, que a duras penas, afirmamos que é reflexo da inferioridade do próprio animal homem, que ama, é ambicioso, deseja, sente ódio, inveja, escraviza o seu semelhante e o pior de tudo mata.
Diante do que já vivenciamos e o que estamos por vivenciar, uma luz pode estar despontando no fim do túnel. Hoje, estamos observando a justiça se movimentar para todos os lados, de baixo para cima e de cima para baixo. Todavia, sem fazer juízo de valor, não basta o Poder Judiciário se movimentar pautada em leis que não mais se adequam ao modelo social vigente. Estas,devem ser reescritas e cumpridas sem morosidade e sem olhar a quem.Devolvendo à sociedade, principalmente aos que choram uma perda, o direito de se sentirem JUSTIÇADOS diante de tantas INJUSTIÇAS.
Queremos Justiça! Queremos o fim da banalização da vida! Queremos o fim da barbárie!
Por fim, precisamos EVOLUIR!!!
Leia Também
Entrelinhas
Prisão de Buxexa
Entrelinhas
Eu sei o que você fez no verão passado
Entrelinhas
Outros Proventos
Entrelinhas
Ladário na mira do MP
Entrelinhas
Ladário não cabe mais no silêncio
Entrelinhas
Corumbá refém
Entrelinhas Sylma
Rescaldo do Carnaval
Entrelinhas Sylma
Entre Elas
Entrelinhas Sylma
Então é Natal!
Entrelinhas Sylma