LIBERDADE
Ao longo da construção histórica da evolução da humanidade, alicerçada sobre avanços e recuos, grandes desafios são colocados à mesa desde os primórdios aos dias atuais. Do determinismo ao possibilíssimo, da selvageria à barbárie, e a convivência pacifica talvez se constituísse como a grande prova imposta aos homens.
Paradoxalmente ao que deveria ser o correto, a humanidade, livre, sem fronteiras e limites, no processo histórico se comprova que ao longo do tempo o que mais se perpetuou foram barreias, muitas delas abstratas, porém, com força de mobilizar multidões em torno de um mesmo sentimento e por muitas vezes destrutível, movido pelo ímpeto da superioridade racial, ideológica, cultural, econômica, religiosa e militar. Em suma , um etnocentrismo que afastou os povos, construiu ressentimentos e aprofundou a miséria e as desigualdades entre as nações.
Nessa premissa, o modo operante do capitalismo, trabalha como articulador das diferenças, pois sobrevive da miséria das massas, segregando até mesmo os que se encontram dentro de um mesmo limite (país), sobre uma mesma bandeira, quiçá os que estão de fora, ou seja, do lado de lá.
Assim, o Brasil, hoje, tem a oportunidade de realizar uma virada na sua história. O momento pelo qual estamos vivendo, onde algumas cartas estão sendo colocadas à mesa, muitas das quais são passiveis de reflexão e ao mesmo tempo a criação de um juízo de valor, permitirá que efetivamente possamos exercer o verdadeiro sentido da DEMOCRACIA, REPUBLICANISMO e acima de tudo CIVILIDADE.
Não compete a nós, brasileiros, apaixonados por esse rincão, pelo verde e amarelo, transformarmos a nossa pátria em um reduto de discórdia, aversão, violência física e ideológica. Para tanto, o exercício do respeito deve ser tarefa exaustivamente praticada todos os dias. O debate é livre, as paixões partidárias também, e no exercício da tão sonhada liberdade, o direito e o respeito às diferenças e ao contraditório é permitido. Já, não é permitido carregarmos nosso hoje e futuro para o terreno da discriminação e da segregação (apartheid). Portanto, torna-se crime instigar qualquer forma de separação motivada pela mera e simples dedicação a uma ideologia político-partidária.
Cabe-nos, nesse processo de reflexão, unir toda a nação para que juntos e representados pelos poderes legalmente constituídos, possamos continuar trilhando no caminho do desenvolvimento e principalmente, consolidando o senso comum de que o Brasil é o país do debate, do respeito e principalmente da paz.
Todavia, lembramos aos esquecidos e desavisados que a nossa Carta Magna (1988), nos Princípios Fundamentais está explicito:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
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