Sábado, 16 de Maio de 2026
Cultura

Alcione reúne fãs de todas as idades em noite de emoção no Festival América do Sul

18 mai 2025 - 09h17   atualizado em 03/03/2026 às 09h31

Gesiane Sousa

Alcione reúne fãs de todas as idades em noite de emoção no Festival América do Sul Apresentação apoteótica reuniu fãs de todas as idades e histórias de amor pelo samba. (Foto: Saul Schramm)

Na noite de sábado, 17, o Palco das Américas, no Porto Geral de Corumbá, foi tomado por uma multidão para assistir a um dos momentos mais aguardados do Festival América do Sul: o show de Alcione. Mais de 10 mil pessoas acompanharam a apresentação gratuita, parte da programação do evento que neste ano reúne 96 atrações e celebra a integração cultural entre os países da América Latina.

Com seu timbre inconfundível, a Marrom entregou um repertório recheado de sucessos que atravessam gerações, como Você Me Vira a Cabeça, Meu Ébano, A Loba e Não Deixe o Samba Morrer, que encerrou a apresentação em clima de celebração e entrega. O público cantou em coro do início ao fim, inclusive quando Alcione surpreendeu ao incluir no setlist Evidências, clássico de Chitãozinho e Xororó.

A noite teve ainda momentos de carinho familiar no palco. A irmã de Alcione, Maria Helena, e a sobrinha, Sylvia Nazareth, participaram da apresentação. Sylvia cantou uma música ao lado da tia, em um momento de muita cumplicidade e afeto, arrancando aplausos calorosos do público. 

Irmã e sobrinha de Alcione participaram da apresentação. Foto: Saul Schramm

Nos bastidores, Alcione falou sobre a alegria de participar de um festival que celebra a integração cultural da América Latina. “É justamente por isso que eu gosto de festivais, por causa dessa integração. A galera vem curtir os sons que estão aí, e eu venho mostrar o meu, com minha banda, minhas músicas, tudo que eu faço”, comentou a artista. Ela também destacou a diversidade do público: “Tenho essa sorte que Deus me deu. Agrado a juventude, idosos, senhoras, moças. É muito bom receber aplausos de um público tão diverso. É uma coisa que todo artista gosta.”

Na plateia, histórias de admiração e carinho pela artista se multiplicavam. A aposentada Marciana da Silva, de 76 anos, chegou cedo, trouxe cadeira e água para garantir conforto. “Não posso ficar muito de pé, então vim preparada pra assistir à Alcione. Gosto dela há muito tempo. Quando vi que ia ter o show, senti muita alegria e decidi que viria.” Ao lado dela, a filha Márcia do Carmo, professora, também se emocionou. “Sempre acompanhamos a Alcione. Suas músicas sempre foram trilha sonora das celebrações em família, dos churrascos em casa. É uma bênção assistir a um show dela com minha mãe, e ainda de graça.”

 Alcione cantou sucessos da carreira e músicas ícones da MPB. Foto: Saul Schramm

Fã de Alcione desde novinha, a esteticista Luciene Varanis não mediu esforços para assistir ao show da artista em Corumbá. Veio de Campo Grande, em uma viagem de 430 quilômetros de distância, acompanhada da irmã, Jurema Rodrigues, determinada a ver de perto quem embala sua vida desde a juventude. Porta-bandeira por mais de 20 anos, ela se emocionou especialmente ao ouvir Não Deixe o Samba Morrer, canção que, para ela, traduz a força do samba e que se mistura à sua vida e à trajetória que viveu na avenida. “Essa música mexe muito comigo. Quando me aposentei da escola de samba, ela virou uma espécie de hino. Terminei o show rouca, mas não podia perder essa noite. Alcione é tudo pra mim.”

O show de Alcione no Festival América do Sul foi um momento de comunhão pura, em que mais de 10 mil pessoas cantaram juntas, compartilhando emoções e memórias. Foi uma celebração da música brasileira que uniu gerações e fortaleceu os laços entre todos ali presentes.

Este Domingo, 18, é o último dia de programação do Festival América do Sul. O show de encerramento fica por conta do grupo de pagode Pixote. 

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