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Jornalista comemora 14 anos do Capital do Pantanal

Por Gesiane Medeiros23 OUT 2017 - 10h51min

No dia 23 de Outubro de 2003 Luiz Fernando Almeida Colmam, web designer e o programador Eduardo Burguer do Paraná, entregam, após três meses de trabalho o terceiro site de noticias de Corumbá: O Capital do Pantanal. O jornal surgiu com uma proposta diferente, com ideias novas tanto de imagem quanto de conteúdo, com ênfase nas matérias locais, “sempre pensei no cotidiano da cidade, nas notícias que ninguém ficava sabendo, apenas viravam boatos e muitos deles verdadeiros. Queria que o leitor encontrasse a identidade do corumbaense, com seus costumes suas agruras e seus encantos. Era um desafio, porque a cidade tinha e tem muito a mostrar, pois apesar de pequena tem um povo politizado, hospitaleiro, bairrista e grandes formadores de opinião. Tudo tinha que ser levado em conta, afinal, o produto precisava agradar e para isso era necessário coragem e ousadia para enfrentar as ‘sardinhas’ travestidas de ‘tubarões’ que sempre se acharam donos da cidade, como nos tempos dos coronéis e seus currais eleitorais. Nossa obrigação, como jornalista, era mudar este quadro através da informação isenta de paixões. Pregando sempre a máxima dos três pilares: concisão, precisão e imparcialidade. Assim, temos superado ao longo dos anos, não só as críticas de concorrentes, mas os desafios tecnológicos. Precisamos estar antenados e abertos às novidades. Temos que nos reinventar todos os dias. Hoje, faço uma releitura de tudo que plantamos nos últimos 14 anos e vejo que temos um acervo fotográfico com mais de 70 mil imagens que conta a história de Corumbá desse período, em todas as aéreas: cultural, policial, econômica, desenvolvimento, lazer, esporte, entretenimento, política, fatos regionais enfim tudo que virou notícia, foi devidamente arquivado para que um dia sirva para contar a nossa história através da nossa humilde contribuição. E isso é me faz feliz, me alimenta, e não tem preço” , disse a jornalista Sylma Lima, editora chefe do Capital do Pantanal desde a sua fundação.

Jornalista Sylma Lima disse que o segredo é a superação diária. Foto: CDP

A jornalista que é especialista em língua portuguesa e produção de texto com técnicas em desbloqueio, explicou que o jornal foi vitrine para muitos profissionais que hoje ocupam cargos de confiança na área da comunicação de empresas multinacionais como o caso da Vale, Marinha, Legislativo, UFMS, Instituto Federal do Pantanal e outros jornais de grande circulação no Brasil.

“Há uns meses atrás fui visitar um amigo de mais de 20 anos, e que já foi governador deste Estado por dois mandatos, e ao nos receber disse que gostava de nossa atuação porque via em tudo que fazíamos a nossa ‘persistência’. É verdade, muitas vezes pensamos em desistir, mas logo estávamos em pé correndo atrás de um furo de reportagem, ou uma pauta nova. Jornalista não para, pois se assim o fizer deixa de viver. Até em férias o jornalista trabalha. É como um sacerdócio. Vai tomando força e enraíza de tal forma que não separamos mais o pessoal do profissional. É um todo repleto de histórias tristes, dias alegres, dores, amores, encantos e desencantos. Jornalista vê demais, vive demais. Hoje avaliando essa trajetória, plagio Clarice Lispector com uma frase que me define,  “passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar”.

Sylma Lima encerra agradecendo a todos que colaboraram com o Capital do Pantanal deixando claro que as portas estão sempre abertas, e como diz o ditado, 'o bom filho a casa torna'. Bom dia Corumbá.

Assim que tudo começou. A gravura da camiseta foi o primeiro layout do Capital do Pantanal. Carnaval de 2004. Foto: CDP

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