O Ministério da Saúde decidiu não incorporar o medicamento pertuzumabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). A droga, utilizada no tratamento de câncer de mama HER2-positivo em fase inicial, continuará restrita a pacientes da rede privada ou àqueles que obtiverem acesso via judicialização.
O que muda para as pacientes?
Na prática, a decisão impede que o remédio seja oferecido na etapa neoadjuvante — o tratamento realizado antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor. Esta abordagem é crucial para aumentar as chances de sucesso do procedimento e, em muitos casos, possibilitar curas definitivas.
O câncer do tipo HER2-positivo é conhecido por sua agressividade e rápida evolução, exigindo terapias alvo-moleculares como o pertuzumabe para bloquear o crescimento das células tumorais.
Alto custo e barreira financeira
O principal entrave para a incorporação é o valor de mercado. Considerado um medicamento de alto custo, o pertuzumabe apresenta preços proibitivos:
- Frasco isolado (420 mg): Pode ultrapassar R$ 25 mil.
- Versão combinada (Phesgo): Pode superar os R$ 60 mil por unidade.
A decisão da Conitec
A negativa partiu da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Após avaliar evidências científicas e o impacto orçamentário, o órgão entendeu que, no momento, os custos não justificam a incorporação frente aos protocolos já existentes no SUS.
A portaria do Ministério da Saúde deixa aberta a possibilidade de uma nova análise no futuro, caso surjam novos dados clínicos ou propostas de preços que alterem o entendimento atual de custo-efetividade.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Quatro em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis

Novo tomógrafo já está em funcionamento na Santa Casa de Corumbá

Saúde de MS distribui mais de 1,5 milhão de preservativos no Carnaval

Com 816 casos prováveis, MS recebe 7,8 mil doses de vacina contra a dengue

Corumbá amplia vacinação contra bronquiolite e reforça proteção

Anvisa indica vacina contra o HPV para prevenir mais tipos de câncer

Mais autonomia e menos deslocamentos: MS incentiva diálise peritoneal

Anvisa alerta para risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras

Tele-eletrocardiograma agiliza diagnóstico e ajuda a prevenir infartos em MS



Mulher fazendo exame de mamografia. (Foto: Divulgação/Afya Montes Claros)


