O ex-deputado estadual e ex-secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Braga, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 87 anos, em sua residência, em Campo Grande. Ele enfrentava um câncer pulmonar havia cerca de um ano.
A morte foi confirmada pelo sobrinho, o médico João Freire. Segundo ele, Braga faleceu por volta das 8h30, enquanto dormia. O velório será realizado nesta quarta-feira (14), a partir das 9h, no Cemitério Jardim das Palmeiras, com sepultamento previsto para as 14h.
Campo-grandense, embora registrado em Três Lagoas, onde passou parte da infância, Antônio Braga nasceu em 17 de maio de 1938, filho de um ferroviário e de uma dona de casa. Aos 14 anos, começou a trabalhar como mensageiro na Noroeste do Brasil, em Campo Grande. Estudou Direito em São Paulo, mas retornou à Capital sul-mato-grossense, onde construiu sua carreira profissional e política.
Antes de ingressar na política, já atuava como advogado em causas ligadas à moradia e ao direito à habitação, prestando auxílio jurídico a famílias em áreas periféricas e comunidades consideradas favelas. Esse trabalho se tornaria a base de sua atuação pública.
Braga assumiu seu primeiro mandato como vereador de Campo Grande em 1983 e foi reeleito por mais três vezes. Presidiu a Câmara Municipal entre 1995 e 1998 e tinha como uma de suas principais bandeiras o trabalho nas áreas mais vulneráveis da cidade, defendendo políticas de integração social e regularização fundiária.
Durante sua passagem pelo Legislativo municipal, foi autor de diversos projetos de lei que declararam de utilidade pública associações de moradores, como as dos bairros Jardim Carioca e Jardim Panorama. Também incentivou a criação de associações comunitárias e o engajamento político de lideranças locais, formando quadros que seguiram carreira política.
Um desses líderes é o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), hoje em seu quinto mandato na Câmara Municipal e ex-presidente da Casa. Ele começou a atuar ao lado de Braga ainda nos anos 1980 e atribui ao ex-vereador parte fundamental de sua trajetória política.
“Eu comecei a trabalhar com ele em 1987 e fiquei 11 anos ao lado dele. Ele estava no primeiro mandato de vereador. Naquele tempo, o mandato era de seis anos. Como vereador, foi muito atuante na questão da moradia, das favelas e da regularização fundiária”, disse Carlão.
Por indicação de Braga, Carlão foi secretário-adjunto da Secretaria de Assuntos Fundiários do município e também chefe de gabinete da Presidência da Câmara. “Ele, junto com o doutor Américo Nicoletti, foi um dos primeiros vereadores a dar importância aos líderes de bairro, aos líderes comunitários”, afirmou.
Após encerrar sua trajetória no Legislativo municipal, Braga foi eleito deputado estadual pelo PDT em 1999 e reeleito em 2003. Na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), foi vice-presidente e presidiu a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), considerada a mais importante da Casa por analisar a legalidade dos projetos.
Posteriormente, foi convidado pelo então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, para assumir a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública. Depois de deixar a vida política institucional, passou a se dedicar mais à família, mas continuou atuando como conselheiro político de diversas lideranças.
Para Carlão, a perda é pessoal e política. “Eu hoje, se eu sou vereador, se eu sou a pessoa que sou, devo muito ao Braga. Ele acreditou em mim. Se hoje eu fui presidente da Câmara e sou vereador, devo muito ao doutor Braga. Antônio Braga, meu amigo, que Deus o tenha”, declarou.
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Antônio Braga morreu aos 87 anos nesta terça-feira (13) em decorrência de um câncer pulmonar. (Foto: Giuliano Lopes/Alem/Arquivo)


