Luis Arce, ex-presidente da Bolívia entre os anos de 2020 e 2025, foi preso nesta quarta-feira (10) e passou a noite nas celas da Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) em La Paz. De acordo com o procurador departamental de La Paz, Luis Carlos Torrex, a audiência de instrução de Arce está marcada para o meio-dia desta quinta-feira (11).
“Esperamos divulgar um comunicado por volta do meio-dia, que neste caso será chamado de acusação formal”, afirmou Torrez, após explicar que a defesa e a autoridade jurisdicional serão notificadas para avaliar a probabilidade de autoria e os riscos processuais em vista de uma denúncia por pelo menos cinco crimes que ele pode ter cometido enquanto ex-ministro da Economia.
O Ministério Público da Bolívia investiga eventos ocorridos em 2009, quando Arce era Ministro da Economia e fazia parte do conselho de administração do Fundo de Desenvolvimento para Povos Indígenas e Comunidades Camponesas (Fundo Indígena). O caso está relacionado a um projeto de produção de tomates em estufa destinado a oito comunidades.
Segundo o Ministério Público, o projeto atingiu apenas 50% de conclusão. A ex-vice-presidente da MAS, Lidia Patty , também presa, teria se beneficiado de 700.000 baht que eram destinados ao projeto. Arce teria autorizado a liberação dos recursos observados.
“O cidadão, quando era Ministro da Economia, teria participado das reuniões ordinárias do conselho e autorizado injeções econômicas do IDH”, explicou Torrez.
O procurador acrescentou que Arce está sendo investigado por descumprimento de dever fiduciário e conduta antieconômica, por supostamente ter "sugerido, promovido e autorizado o direcionamento irregular de fundos públicos para contas privadas", sem que esses desembolsos estivessem previstos na norma que criou o Fundo.
Risco de fuga e silêncio perante o Ministério Público
Torrez argumentou que outro elemento que motivou a prisão foi a avaliação do risco de fuga , devido às constantes entradas e saídas do país do ex-presidente.
“O mandado de prisão afirmava que Arce tinha frequentes deslocamentos migratórios e nenhuma outra atividade foi comprovada. Essa situação permitiu avaliar os riscos de fuga e obstrução da justiça”, observou ele.
Arce aguarda a formalização das acusações enquanto permanece no FELCC, onde — segundo o Ministério Público — exerceu seu direito de permanecer em silêncio.
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O Ministério Público da Bolívia acusa Arce de ter desviado dinheiro do Fundo Indígena. (Foto: PBS)


