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Polícia

Civil afirma que não há provas da suposta coação denunciada por ambulante

07 janeiro 2026 - 09h52Gesiane S. Lourenço

Após acionar o Corregedoria e o Departamento de Polícia do Interior, a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá divulgou que encerrou as diligências iniciais da investigação da acusação de coação alegada por José Eliseu Navarro, de 41 anos, trabalhador ambulante envolvido em caso de agressão, registrado em 27 de dezembro, com o vereador de Corumbá, Élio Moreira Júnior.

A Polícia Civil afirma ter realizado a oitiva de todas as partes envolvidas, incluindo testemunhas civis, policiais militares e policiais civis de plantão no dia dos fatos, analisando as imagens das câmeras internas e externas da delegacia e solicitando registros do sistema da unidade e eventuais relatórios de plantão.

A Polícia afirma que nenhuma das testemunhas ouvidas confirmou a ocorrência de coação, ameaça, entrega de dinheiro por servidor público ou direcionamento indevido por parte da Polícia Civil, e que a gravação do vídeo de retratação do ambulante ocorreu na parte externa da delegacia, sem a presença de policiais civis no local. De acordo com os relatos a quantia entre R$ 100 e R$ 200, mencionada José Eliseu, teria sido entregue por Élio como forma de reparação pelos danos à bicicleta e ao isopor, conforme o próprio declarou em depoimento.

A Civil destaca ainda que há contradições relevantes entre as versões apresentadas por José Eliseu, inclusive quanto ao agente que teria entregue o dinheiro, ao local em que teria ocorrido a suposta coação e à pessoa que teria solicitado a gravação do vídeo. As testemunhas presentes atribuem a iniciativa da reconciliação à esposa do vereador Élio Júnior e à pastora da igreja frequentada pelo ambulante, não havendo referência à imposição de qualquer conduta por parte de servidores públicos.

Desde a data dos fatos, 27 de dezembro, foram instaurados dois procedimentos distintos: um para apurar eventuais práticas de vias de fato, dano, injúria e ameaça, e outro para apurar eventual conduta irregular de servidor público no interior da delegacia, conforme alegações feitas por José Eliseu em vídeo divulgado em redes sociais no dia 28 de dezembro. 

De acordo com o divulgado, o procedimento de apuração da conduta de servidores policiais civis permanece em andamento, inclusive com a análise de provas digitais e imagens de segurança. Ao final será elaborado relatório, o qual será remetido ao Departamento de Polícia do Interior e à Corregedoria-Geral da Polícia Civil, para avaliação e deliberação.

Entenda o caso

O caso ocorreu no final de 2025, em 27 de dezembro, em frente a lanchonete Verde Fruti, na rua Delamare, no centro de Corumbá. Vídeo gravado por José Eliseu, mostra o vereador, Élio Júnior, e sua esposa, impedindo que o ambulante comercializasse salgados em frente ao estabelecimento da família. Nas imagens, o vereador aparece de forma agressiva e chega a danificar a bicicleta e o isopor do trabalhador. A esposa do parlamentar aparece pedindo que o ambulante apagasse o vídeo que estava sendo gravado. 

As partes envolvidas foram para a Delegacia de Polícia Civil e prestaram esclarecimentos. Numa tentativa de reconciliação, o vereador teria ressarcido o ambulante com quantia em dinheiro devido os danos causados na bicicleta e isopor e o trabalhador teria gravado um vídeo onde afirmava que ambos tinham se exaltado e que o caso estaria resolvido. 

No dia seguinte, José Eliseu, gravou um novo vídeo afirmando que tinha sido coagido por um policial a gravar o vídeo anterior. O vereador também se manifestou após o episódio, por meio de vídeo, no qual declarou que “perdeu a cabeça”.

O caso deu origem a uma segunda investigação para apurar a acusação de coação feita pelo ambulante.  

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