Estudante é resgatada no Pantanal após apresentar quadro clínico grave
25 FEV 2026 • POR Gesiane S. Lourenço • 09h30Em uma operação que percorreu mais de 220 km via fluvial pelo Rio Paraguai, militares do 3º Grupamento de Bombeiros Militar (3º GBM) realizaram, na nesta terça-feira, 24 de fevereiro, o resgate de uma estudante de 14 anos na região da Barra do São Lourenço, zona rural de Corumbá.
A adolescente, identificada pelas iniciais T.R.F., é aluna da Escola Municipal Rural de Educação Integral Polo São Lourenço e Extensões. O resgate mobilizou a embarcação "Sucuri" e reforçou a complexidade do atendimento médico em áreas remotas do Pantanal sul-mato-grossense.
O caso começou a ser monitorado ainda na segunda-feira, 23, quando um professor da unidade escolar acionou o socorro. Inicialmente, a guarnição da Base Avançada Pantanal "Amolar" prestou o primeiro suporte por estar nas proximidades.
A equipe de saúde do programa "Povo das Águas" também atuou no atendimento preliminar, medicando a jovem. No entanto, devido à gravidade dos sintomas — que incluíam hematêmese (vômito com sangue), dores abdominais e histórico de hipertensão arterial sistêmica — a remoção imediata para uma unidade hospitalar foi solicitada.
A logística do resgate fluvial no Rio Paraguai
A guarnição do 3º GBM partiu em direção à escola para completar a remoção. Durante a avaliação técnica dos bombeiros, a paciente apresentava:
- Consciência e orientação;
- Saturação de oxigênio (SpO2) em 98%;
- Frequência cardíaca elevada (110 bpm);
- Relato de fraqueza e mal-estar persistente há uma semana.
Após o transporte pela calha do Rio Paraguai, a estudante chegou ao Porto Geral de Corumbá por volta das 12h. De lá, uma unidade de resgate terrestre a encaminhou ao Pronto-Socorro Municipal de Corumbá, onde ficou sob observação médica.
Importância da Base Avançada no Pantanal
A ocorrência destaca o papel estratégico da integração entre o Corpo de Bombeiros e as equipes de saúde que operam no interior do Pantanal. A presença da Base Amolar e o suporte às comunidades ribeirinhas são fundamentais para reduzir o tempo de resposta em situações onde a distância da área urbana impõe um desafio logístico crítico.
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