Polícia

Boliviana é operada após sete dias para retirar 1kg cocaína do estômago

20 FEV 2026 • POR Gesiane S. Lourenço • 10h50
Raio-x mostrando cápsulas de cocaína no estômago. - Foto: Divulgação

Uma mulher de nacionalidade boliviana foi presa em flagrante na noite desta quinta-feira, 19 de fevereiro, em Corumbá, após uma tentativa de transportar entorpecentes no próprio organismo. A suspeita precisou passar por uma cirurgia de emergência no pronto-socorro municipal para a retirada de 90 cápsulas de cocaína que estavam em seu estômago há cerca de uma semana.

O caso, que evidencia os riscos extremos do tráfico na modalidade "mula", foi encaminhado à Polícia Federal, sendo tipificado como tráfico internacional de drogas devido à transnacionalidade do crime.

Sete dias com a droga no organismo

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pela equipe médica do pronto-socorro por volta das 10h de ontem. A paciente, sentindo-se mal, confessou espontaneamente ter ingerido as cápsulas em território boliviano há sete dias.

A gravidade da situação foi confirmada por um exame de raio-X abdominal, que revelou múltiplos invólucros alojados no trato digestivo da mulher.

Piora no quadro clínico e cirurgia de urgência

Embora tenha ficado sob observação inicial, o quadro de saúde da boliviana se agravou severamente ao longo do dia. Por volta das 18h, os médicos decidiram pela intervenção cirúrgica imediata para evitar o rompimento de alguma cápsula, o que seria fatal.

Durante o procedimento, foram extraídas as 90 cápsulas, totalizando aproximadamente um quilo de cocaína. O material foi apreendido e entregue à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá.

Escolta policial e competência federal

Atualmente, a mulher permanece internada sob escolta da Polícia Militar, aguardando alta médica para ser transferida ao sistema prisional. Por envolver a travessia de fronteira entre Bolívia e Brasil, o caso será processado pela Justiça Federal.

Se condenada por tráfico transnacional de drogas, a pena pode ser elevada devido à qualificadora da internacionalidade do delito.

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