SUS nega inclusão de medicamento de alto custo para câncer de mama
19 FEV 2026 • POR Gesiane S. Lourenço • 11h58O Ministério da Saúde decidiu não incorporar o medicamento pertuzumabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). A droga, utilizada no tratamento de câncer de mama HER2-positivo em fase inicial, continuará restrita a pacientes da rede privada ou àqueles que obtiverem acesso via judicialização.
O que muda para as pacientes?
Na prática, a decisão impede que o remédio seja oferecido na etapa neoadjuvante — o tratamento realizado antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor. Esta abordagem é crucial para aumentar as chances de sucesso do procedimento e, em muitos casos, possibilitar curas definitivas.
O câncer do tipo HER2-positivo é conhecido por sua agressividade e rápida evolução, exigindo terapias alvo-moleculares como o pertuzumabe para bloquear o crescimento das células tumorais.
Alto custo e barreira financeira
O principal entrave para a incorporação é o valor de mercado. Considerado um medicamento de alto custo, o pertuzumabe apresenta preços proibitivos:
- Frasco isolado (420 mg): Pode ultrapassar R$ 25 mil.
- Versão combinada (Phesgo): Pode superar os R$ 60 mil por unidade.
A decisão da Conitec
A negativa partiu da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Após avaliar evidências científicas e o impacto orçamentário, o órgão entendeu que, no momento, os custos não justificam a incorporação frente aos protocolos já existentes no SUS.
A portaria do Ministério da Saúde deixa aberta a possibilidade de uma nova análise no futuro, caso surjam novos dados clínicos ou propostas de preços que alterem o entendimento atual de custo-efetividade.
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