Cultura

Marquês da Sapucaí é a penúltima a entrar na Passarela do Samba

17 FEV 2026 • POR Danielly Carvalho com Sandro Asseff • 01h24
Enredo sobre a herança africana ganhou forma com alas temáticas e quatro alegorias. - Foto: Capital do Pantanal

A Mocidade Independente Marquês de Sapucaí foi a penúltima escola a entrar na avenida no segundo dia de desfiles na Passarela do Samba de Corumbá, apresentando o enredo “Herança Africana – A diversidade de um continente pluricultural na cultura brasileira”, desenvolvido com organização, impacto visual e forte leitura temática.

Com um desfile compacto e tecnicamente seguro, a escola conduziu o público por uma narrativa que exaltou a influência africana na formação cultural brasileira. A apresentação manteve evolução fluida do início ao fim, sem quebras de ritmo, evidenciando o entrosamento entre alas, bateria e direção.

Fantasias exaltaram a cultura africana com brilho, cores e simbologia. Foto: Capital do Pantanal

Sob a assinatura da carnavalesca Kiro Panovitch, o conjunto artístico apostou em cores vibrantes como o verde, amarelo, azul, branco e lilás, para traduzir religiosidade, manifestações populares e expressões culturais de matriz africana. As fantasias se destacaram pelo acabamento cuidadoso e simbologia clara, facilitando a leitura do enredo ao longo da avenida.

Ao todo, 18 alas reuniram cerca de 550 componentes em formação organizada e harmônica. A comissão de frente abriu o desfile com coreografia vibrante, enquanto o casal de mestre-sala e porta-bandeira evoluiu com leveza, mantendo o pavilhão sempre em evidência.

Os quatro carros alegóricos deram grandiosidade ao espetáculo. O abre-alas apresentou a África em clima de celebração, com esculturas e elementos simbólicos, enquanto as demais alegorias exaltaram divindades, ciclos da vida e a herança cultural africana incorporada ao cotidiano brasileiro.

Escola avançou pela avenida com evolução organizada e leitura clara do enredo. Foto: Capital do Pantanal

A bateria sustentou o ritmo com regularidade, garantindo energia contínua à evolução da escola e contribuindo para o andamento seguro do desfile.

O resultado foi uma apresentação coesa, bem distribuída e de forte impacto visual, confirmando o cuidado técnico da Marquês da Sapucaí na construção do espetáculo. 

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