Cultura

Estação Primeira do Pantanal valoriza heranças ancestrais em desfile vibrante

16 FEV 2026 • POR Sandro Asseff • 22h42
Segunda a desfilar, escola encantou com conjunto visual coeso e forte identidade cultural. - Foto: Capital do Pantanal

A Estação Primeira do Pantanal fez jus à expectativa e, literalmente, “entregou tudo”. Foi um desfile de encher os olhos, com muitos elementos visuais e plásticos ao longo de toda a apresentação. Segunda a se apresentar na passarela do samba, a escola levou cerca de 800 componentes, distribuídos em 17 alas e quatro carros alegóricos, mostrando um conjunto redondo, coeso e muito bem acabado, evidenciando planejamento e capricho em cada setor.

Com fantasias nas cores amarelo, vermelho, branco e azul, a agremiação reforçou sua identidade visual ao longo do percurso. O enredo “Entrelaços: Heranças Ancestrais” destacou a forma como as tradições, culturas, valores e memórias das gerações passadas influenciam o presente, evidenciando a ligação entre passado e presente que constrói a identidade de um povo, com ênfase na herança africana presente na culinária e nas religiões de matriz afro-brasileira.

Comissão de Frente abre o desfile com elegância e conduz o público ao enredo da Estação Primeira do Pantanal. Foto: Capital do Pantanal

A Comissão de Frente abriu o desfile com elegância e leitura clara da proposta, conduzindo o público ao universo temático da escola com segurança cênica e sincronia. Na sequência, alas bem preenchidas e organizadas mantiveram a fluidez da evolução, sem buracos ou correria, garantindo um desfile leve e contínuo.

Os carros alegóricos mereceram destaque especial, com planejamento, acabamento refinado, equilíbrio visual e simetria, contribuindo para um impacto estético harmonioso na avenida. A unidade cromática e a coerência entre fantasias e alegorias reforçaram a identidade visual da escola.

Bateria sustenta o samba com cadência firme e empolga o público durante todo o desfile da escola. Foto: Capital do Pantanal

No pavilhão, elegância e entrosamento marcaram a apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, que defendeu o símbolo maior da escola com leveza e técnica. A Rainha de Bateria também brilhou, somando carisma e presença cênica à força rítmica da bateria, que sustentou o samba com firmeza e cadência.

Foi, portanto, um desfile completo, sem grandes oscilações, do primeiro ao último setor, revelando uma escola madura, organizada e competitiva, coroando o trabalho coletivo da comunidade na avenida.

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