Campanha "Não é Não" do MPMS combate à importunação sexual no Carnaval
10 FEV 2026 • POR Gesiane S. Lourenço • 14h50Com o objetivo de combater a violência de gênero e garantir o respeito ao consentimento, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) intensifica a campanha “Não é Não!” durante o Carnaval 2026. A ação, coordenada pela 7ª Promotoria de Justiça de Corumbá, teve seu lançamento oficial no último sábado (7), em Ladário, e agora segue para o tradicional Carnaval de Corumbá.
Conscientização estratégica na folia
A iniciativa foca na prevenção de abusos em grandes eventos. Segundo a Promotora de Justiça Substituta Gabriela Rabelo Vasconcelos, a presença da campanha no carnaval é fundamental para educar a população sobre o limite entre a diversão e a importunação.
“É estratégico e necessário conscientizar sobre o respeito ao consentimento da mulher e encorajar a denúncia de condutas abusivas”, destacou a promotora.
Materiais informativos e impacto visual
A campanha utiliza uma abordagem direta para atingir os foliões em Corumbá e Ladário. Durante os desfiles e festas, o público terá acesso a:
- Tatuagens temporárias com o slogan da campanha;
- Panfletos e cartazes educativos espalhados em áreas de grande circulação;
- Mensagens sonoras e outdoors reforçando que qualquer abordagem sem consentimento é violência.
A parceria com estabelecimentos locais e organizadores dos eventos garante que a mensagem de respeito e acolhimento às vítimas chegue a todos os setores da festa.
O que configura violência?
Lançada originalmente em 2024, a campanha do Ministério Público de MS esclarece que não é apenas o contato físico que caracteriza a agressão. Abordagens verbais insistentes ou pressões psicológicas sem consentimento também configuram violência de gênero e devem ser denunciadas.
Como denunciar?
Além do caráter educativo, a ação busca promover uma mudança cultural duradoura. Em caso de abuso ou importunação sexual durante os eventos de Carnaval, a orientação é procurar imediatamente a equipe da 7ª Promotoria de Justiça, as forças policiais presentes no local ou ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher).
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