Moradora relata pânico com água até o pescoço durante temporal em Corumbá
A mulher e seus três filhos, além de animais domésticos, se abrigaram nos fundos do quintal
29 JAN 2026 • POR Gesiane S. Lourenço • 11h33O temporal que castigou Corumbá nesta semana deixou um rastro de destruição e relatos de sobrevivência. A moradora Fabiana Santos, de 35 anos, viu a rotina de sua família ser engolida pela enxurrada na noite de terça-feira (27). Em poucos minutos, a água atingiu a altura do pescoço dentro de sua casa, onde vive com os três filhos de 4, 7 e 10 anos.
A água veio com força. Só consegui salvar um colchão. Tivemos que correr para o fundo do terreno, com crianças, cachorros e porcos, para não sermos levados”, desabafou a moradora, que gravou o momento crítico. Após o recuo da água, o cenário foi de perda total: móveis destruídos, eletrodomésticos queimados e documentos perdidos em meio ao barro.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu o equivalente a 136,8 milímetros em menos de uma hora na cidade, ultrapassando níveis históricos não registrados desde de 2012. O impacto sobrecarregou os serviços de emergência e a infraestrutura urbana.
O Corpo de Bombeiros registrou 27 ocorrências na noite do temporal, sendo 21 por alagamentos. A Defesa Civil de Corumbá estima que cerca de 200 famílias sofreram danos em suas residências. Parte do acostamento da Rodovia Ramon Gomez (trecho entre o CAIC e o Parque Marina Gattass) desabou. Por segurança, o tráfego no local está interditado por tempo indeterminado.
Para Fabiana, que mora na região há 35 anos, o problema é crônico. "Sempre enche, mas não temos para onde ir. Meus filhos não entendem, achavam que era um rio para nadar", lamentou.
*Com informações do CG News
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