Fiscalização na fronteira impede a entrada de dinheiro falso em Corumbá
Notas falsas eram transportadas por taxista boliviano
5 JAN 2026 • POR Gesiane S. Lourenço • 08h51Na noite de sábado (03), durante fiscalização de rotina no Posto Esdras, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, agentes da Receita Federal do Brasil e da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS) abordaram um táxi boliviano que tentava ingressar em território brasileiro transportando milhares de notas falsas de reais e dólares.
Questionado, o condutor do veículo, também de nacionalidade boliviana, afirmou que as cédulas foram impressas na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, e que seriam distribuídas em feiras populares de Corumbá. Em outro momento, o taxista disse que o dinheiro falso seria utilizado em um ritual tradicional boliviano, que envolve o enterro de oferendas com pedidos de prosperidade à Pachamama (Mãe Terra).
De acordo com o Código Penal Brasileiro, a falsificação de moeda é crime, com pena de reclusão de três a doze anos, além de multa. A legislação prevê ainda que incorre na mesma pena quem importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz moeda falsa em circulação, independentemente da finalidade alegada.
Embora as tradições culturais e religiosas devam ser respeitadas, nenhuma prática que envolva crimes contra a ordem econômica e financeira pode se sobrepor às leis brasileiras. Diante dos fatos, o taxista foi encaminhado à Polícia Federal, que ficará responsável pela condução do inquérito e do processo criminal.
A Receita Federal destaca que a ocorrência ressalta a importância do trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização, bem como o compromisso permanente de proteção das fronteiras e o cumprimento da legislação, garantindo a segurança e a legalidade no território nacional. *Com informações da Receita Federal do Brasil.
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