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Fronteira fechada e bolivianos proibidos de sair nas ruas

Militares fazem controle do isolamento e segurança nas ruas

10 ABR 2020 • POR Flávia Ibanez • 11h01
Controle de temperatura na porta do mercado Tocale - Sylma Lima

Com o dólar cotado a mais de R$ 5,00 a Fronteira Oeste Brasileira, divisa com a parte mais pobre da Bolivia sofre as consequências econômicas das drásticas medidas adotadas para contenção do Covd 19.

 Ninguem entra ou sai do pais vizinho, e quem for pego na rua vai preso e ainda leva uma ‘sova’ de cassetetes. No maior supermercado de Porto Suarez, Tocale, é exigido que lavem as mão, entrem aos poucos, e ainda é aferido a temperatura do cliente. Na aporta do estabelecimento também há militares armados, os mesmos que percorrem toda esta faixa de fronteira. Bolivianos temem a pandemia pois , não há hospital ou equipamento para salvar vidas em menos de 750 km, que é a cidade de Santa Cruz de La Sierra.

Eles tem medo porque sabem que entre dois pacientes, o hospital de Corumbá vai optar pelo brasileiro , em uma ultima hipótese. Por isso autoridades bolivianas estão endurecendo o ‘cerco’ a favor do isolamento social. As lojas estão todas fechadas.

A cidade esta completamente deserta. Em Santa Cruz, segundo jornal El Deber, morreram duas pessoas, mas que vieram contaminadas da Europa. Em Carmem Rivera, o prefeito Assis Agulera e família estão fabricando cerca  de dois mil pães diariamente para socorrer as famílias mais carentes. Outras medidas sociais também estão sendo organizadas para ajudar os vulneráveis da fronteira.

Mãos lavadas com água e sabão para entrar nos estabelecimentos comerciais