A inauguração do Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), na cidade de Três Lagoas, será nesta quinta-feira (11). De acordo com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a estrutura inédita na região é resultado de mais de dez anos de monitoramento ambiental, estudos técnicos e articulação com empresas instaladas no município. A unidade nasce como resposta direta em um verdadeiro 'corredor ecológico' com vastas áreas de vegetação nativa, reflorestamento e matas ciliares.
Animais silvestres encontrados feridos na região, até então, eram atendidos e tratados no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) em Campo Grande. Contudo, isso passou a sobrecarregar a unidade na Capital, se fazendo necessário uma unidade especializada em Três Lagoas para triagem - e só os casos mais graves sendo encaminhados ao CRAS.
Dedicado ao resgate, atendimento emergencial e triagem dos animais, o Cetas foi discutido desde o início com as principais empresas da região, recebendo a adesão de Suzano, Eldorado, Cargill, Curtume Três Lagoas, Omya do Brasil, International Paper, Nouryon, Sitrel, Proactiva, White Martins e, mais recentemente, Arauco.
Projetado com layout técnico voltado para manejo e permanência temporária dos animais, fora o já citado atendimento emergencial, o Cetas de Três Lagoas cumpre padrões rigorosos de segurança sanitária e bem-estar, alinhados à legislação ambiental vigente, mitigando impactos específicos da localidade.
A unidade reforça o compromisso conjunto entre Poder Público e setor produtivo com a conservação da biodiversidade e o fortalecimento da política ambiental regional. O investimento no espaço chega a marca aproximada de R$ 1,7 milhão, com recursos das empresas garantindo a conclusão da obra e a compra de materiais para iniciar sua operação.
Além disso, o Imasul também forneceu integralmente itens como mobiliário, equipamentos diversos, climatização, geladeira, bebedouro e veículo para oferecer plena funcionalidade ao trabalho, permitindo assim o imediato atendimento aos animais silvestres e permanência temporária deles ali, até que seja possível encaminhamento ao CRAS, caso seja necessário, ou soltura em ambiente natural.
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O local desafoga a demanda que antes era toda direcionada para a unidade da Capital. (Foto: Divulgação/Imasul)

