Neste dia 31 de janeiro de 2026, o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) ganha destaque em Mato Grosso do Sul, estado que abriga 153.577 hectares protegidos sob essa categoria. Ao todo, são 63 unidades espalhadas por 27 municípios, onde proprietários rurais optaram por conservar a biodiversidade em caráter perpétuo, sem a necessidade de desapropriação.
Consideradas "tesouros" de biodiversidade, as RPPNs são fundamentais para a pesquisa científica, educação ambiental e o ecoturismo.
De acordo com dados do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Corumbá, a Capital do Pantanal, lidera o estado com 14 RPPNs, totalizando 28.442 hectares. O ranking segue com Aquidauana (14.387 hectares) e Eldorado (7.580 hectares).
Na região da Serra do Amolar, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) faz a gestão de quatro reservas que formam corredores de biodiversidade conectados ao Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense.
"Somos produtores de natureza. Manter uma RPPN requer investimentos constantes, e o desafio é equilibrar esses custos operacionais", afirma Angelo Rabelo, presidente do IHP.
As RPPNs são considerados “tesouros” encontrados em fazendas voltados para proteger a biodiversidade. Foto: Divulgação/IHPInovação e Tecnologia: O "Sistema Pantera"
A conservação no Pantanal tem se modernizado. O IHP utiliza o Sistema Pantera, que aplica Inteligência Artificial para monitorar e prevenir o risco de incêndios florestais. Além disso, as áreas sob gestão do instituto funcionam como refúgio para espécies ameaçadas, como a ariranha, o tamanduá-bandeira e a onça-pintada.
Para 2026, está previsto um estudo inédito para estimar a população de onças-pintadas nessas reservas, visando mitigar conflitos entre seres humanos e o maior felino das Américas.
Debates e Políticas Públicas
A importância estratégica dessas unidades foi tema de debates em Brasília e no Mato Grosso do Sul na última sexta-feira (30). O ICMBio reforça que as RPPNs são fundamentais para os serviços ecossistêmicos. "Elas nascem de um gesto voluntário e de muita responsabilidade: proteger um patrimônio natural que é de interesse público", defende Mauro Pires, presidente do instituto.
As discussões nacionais podem ser acompanhadas pelo canal do ICMBio no YouTube, enquanto os debates estaduais, promovidos pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), estão disponíveis no canal do Imasul.
Sobre o IHP
Fundado em 2002 em Corumbá (MS), o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à conservação do Pantanal. Suas ações focam na gestão de áreas protegidas, pesquisas científicas e preservação da cultura local. Com pilares em biodiversidade e mudanças climáticas, o IHP promove o desenvolvimento sustentável junto a comunidades tradicionais e integra redes estratégicas de monitoramento ambiental e proteção de espécies.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Calor extremo: 3,8 bilhões de pessoas serão atingidas até 2050

Poeira de minério afeta comunidades e gera denúncias ao MPMS em Corumbá

Fogo é contido no Nabileque mas ainda atinge locais isolados da Baía do Tuiuiu

Organizações criam rede pantaneira para coexistência entre humanos e onças

Pantanal registra alta de focos de incêndio e bombeiros reforçam combate

Alunos do curso Condutores Pantaneiros recebem especialista no Ecoturismo Nacional

Primeira brigada comunitária de combate a incêndios é formada em Corumbá

Nova medição mantém rio Paraguai em estiagem e alerta para cheia no Taquari

MPMS apura supressão irregular de vegetação nativa no Pantanal em Corumbá

Corumbá concentra o maior número de RPPNs no MS, somando mais de 28 mil hectares. (Foto: Divulgação/IHP)


