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Natureza

Instituto aponta hipóteses para o aparecimento de onças na área urbana de Corumbá

05 junho 2025 - 09h12Gesiane S. Lourenço

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) aponta que ainda é prematuro confirmar quantos felinos, de fato, estão próximos da área urbana de Corumbá. Até o momentos, analisando os registros iniciados em 24 de março, há indícios que sugerem se tratar de uma onça jovem, que foi filmado no Mirante da Capivara, e tentou atacar um cachorro; e um outra adulta, filmada por imagens de segurança na região da Agesa.

Desde o dia 24 de março, já foram catalogados e averiguados pelo IHP relatos de avistamento do animal na região do Parque Municipal Marina Gattass, área da Agesa (rodovia Ramão Gomes), em frente ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na rodovia Ramão Gomes, na Polícia Militar Ambiental (PMA), também às margens da rodovia Ramão Gomes e perto do Canal Tamengo; e no Mirante da Capivara, bairro Dom Bosco, onde houve um registro filmado em 23 de maio.

Entre as hipóteses que justifiquem o surgimento das onças na região urbana de Corumbá, o IHP aponta o fato do nível das águas do rio Paraguai estarem mais elevadas neste ano de 2025, se comparado a 2024. O aumento das áreas inundadas nos campos é um fator que pode fazer essa espécie procurar áreas mais altas. Além disso, a possível presença de descarte incorreto de alimentos em regiões onde houve o avistamento de um animal é fator de alerta, pois isso pode atrair tanto a onça, como outras espécies de animais para próximo de áreas urbanas. Ainda existe o fator dos incêndios de 2024, que podem também interferir nos deslocamentos da onça-pintada para locais mais perto da cidade.

O instituto ressalta que tem dado apoio técnico à Polícia Militar Ambiental, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal (Prefeitura de Corumbá), Corpo de Bombeiros, Câmara Municipal de Corumbá e à população em monitoramentos ambientais realizados desde abril deste ano, além de realizar orientações ao participar de atividades de educação ambiental.

Nesse apoio técnico, o IHP encaminhou dados de monitoramento até então levantados para a Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Prefeitura de Corumbá, Defesa Civil Municipal, IBAMA, Ministério Público Estadual para que haja um debate amplo e garantir a coexistência entre o ser humano e a onça.

Em caso de emergências ou avistamento de animais silvestres, o IHP orienta que a pessoa que fez o avistamento faça contato pelos telefones (67) 3232-2469 ou (67) 99266-4052 e comunique Local/Data/Horário aproximado do avistamento. No caso de registro do animal, compartilhar o mesmo para as autoridades.

Orientações básicas para segurança:

  • Não se aproxime da onça. Evite qualquer tentativa de contato muito próximo, mesmo que o animal pareça calmo;
  • Onças com filhotes ou carcaças podem ser mais agressivas. Redobre os cuidados nesses casos;
  • Mantenha luzes externas acesas em locais com possível presença da espécie;
  • Nunca alimente onças e não jogue resíduos orgânicos em locais onde houve o registro desses animais;
  • Locais onde haja suspeita da “ceva” (oferta de alimentos para animais selvagens), prática considerada crime pela legislação ambiental, devem ser evitados porque trazem grande risco de conflito com as onças, bem como devem ser denunciados à Polícia Militar Ambiental;
  • Verifique pelo caminho que estiver percorrendo a presença de pegadas. Se essas pegadas sinalizam serem frescas ou antigas, e evite andar sozinho nesses locais;
  • Caso encontrar com uma onça no trajeto, evite a aproximação e tente manter a maior distância possível até que o animal saia do contato visual;
  • Se você estiver frente a frente com uma onça, não se vire e não corra – esse comportamento pode remeter ao de uma presa e causar reação do animal;
  • Ainda no caso de estar frente a frente com uma onça, mantenha contato visual e procure distanciar-se andando para trás sem movimentos bruscos;
  • Depois que a onça sair do contato visual, procure evitar o trajeto ou, se precisar seguir adiante, espere algumas horas para percorre-lo, sempre com atenção ao caminho.

*Com informações do IHP

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