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Natureza

Avanços de MS na COP30 reforçam equilíbrio entre crescimento e preservação

14 novembro 2025 - 15h36Agência de Notícias do Governo de MS

Uma verdadeira 'revolução silenciosa' - como foi tratado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) o trabalho de desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul - foi apresentada ao mundo pelo Governo do Estado nesta semana na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que começou segunda-feira (10) e vai até o próximo dia 21, em Belém (PA). O Estado se fez presente em painéis e debates diversos, mostrando que preservação ambiental e crescimento econômico podem caminhar juntos.

Sob os pilares da sustentabilidade, inclusão social, segurança alimentar e transição energética, o Governo Sul-mato-grossense promove diversas iniciativas voltadas para esse objetivo, criando um ambiente social atraente para investimentos privados e, ainda assim, respeitando a biodiversidade e conservação dos biomas aqui presentes: Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. A mais nova iniciativa foi formalizada durante a COP30, com a adesão de Mato Grosso do Sul ao selo verde da União Europeia, ação que fomenta o compromisso ambiental.

“O Mato Grosso do Sul aderiu ao selo verde, uma iniciativa da União Europeia junto com a Universidade Federal de Minas Gerais. E nós vamos garantir aos mercados europeus que a gente tem origem e procedência da nossa produção. É um acordo a partir das nossas próprias bases de produção e com garantia de manutenção do nosso mercado à comunidade europeia", destaca o governador Eduardo Riedel, que completa sua fala fazendo um rápido balanço de sua participação na COP - apesar de seu retorno, o Estado segue participando da Conferência.

"Finalizamos com um sentimento positivo em relação ao que Mato Grosso do Sul tem mostrado ao mundo, e tenho certeza que isso vai permanecer na diretriz de produzir com sustentabilidade, como a gente sempre fez. Agora demonstramos isso de maneira mais enfática para os mercados globais”.

MS Carbono Neutro

A política pública estruturante que envolve o compromisso de MS em se tornar um estado carbono neutro até 2030 está consolidada e orienta diversas ações do Governo. A estratégia posiciona o Estado entre as lideranças ambientais do Brasil e funciona como eixo norteador para iniciativas de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento de serviços essenciais, como a educação.

Com território composto em 27% pelo Pantanal (que tem 84% da vegetação preservarda), 63% pelo Cerrado e 10% pela Mata Atlântica, registrando a maior redução de emissões agropecuárias do país – 51% entre 2006 e 2022 –, Mato Grosso do Sul também se destaca por sua matriz com 94% da energia consumida renovável, garantindo coerência entre as metas ambientais e o modelo de desenvolvimento.

“Falamos sobre o Mato Grosso do Sul, mostramos a nossa diretriz e rumo. Tivemos a oportunidade de mostrar para o mundo que a nossa agricultura é muito mais sustentável do que se fala muitas vezes nos mercados consumidores, nos grandes mercados, seja a Ásia, Europa ou os Estados Unidos. Eles estão tendo a oportunidade de ver um pouco mais in loco, de discutir as diversas tecnologias e como que o nosso processo de produção tem uma neutralidade maior, uma neutralidade maior de carbono, um balanço mais eficiente de carbono, como que a gente tem mantido os nossos biomas, é muito positivo”, disse Riedel.

Durante dois dias o governador Eduardo Riedel participou, juntamente com o secretário Jaime Verruck e o secretário adjunto Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambient, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) de painéis, discussões e trocas de experiências durante a COP30 em espaços como o da FNP (Frente Nacional de Prefeitos)Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) e na Agrizone da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Nos espaços foram apresentadas as iniciativas do Governo do Estado, e os resultados obtidos por meio delas, sempre voltadas a sustentabilidade – envolvendo a preservação do meio ambiente, aliado ao cuidado social e o desenvolvimento econômico como propulsor de ambas. A equipe de MS segue no evento internacional nos próximos dias, onde mantém agenda de apresentações e discussões dos projetos já desenvolvidos no Estado.

“Aqui na COP30 está muito evidente a discussão de economia circular. MS teve três empresas que foram selecionadas mostrando as práticas de referência, as chamadas boas práticas. Parabéns a Federação da Indústria Sul-mato-grossense que está na COP mostrando que pratica a economia circular, a sustentabilidade”, disse Verruck.

Durante as reuniões com representantes de grandes corporações globais, o governo apresentou os avanços obtidos em logística reversa, uso sustentável do solo e expansão das fontes renováveis de energia. Atualmente, 94% da matriz energética de Mato Grosso do Sul é renovável, o que reforça a coerência entre discurso e prática na condução das políticas públicas estaduais.

Liderança em sustentabilidade

Com avanço em políticas climáticas, o Mato Grosso do Sul consolidou sua posição como referência nacional e internacional na área e no desenvolvimento sustentável durante a COP30. Nos dias que esteve no evento, o governador Eduardo Riedel participou de painéis, reuniões e encontros com investidores, apresentando o conjunto de ações que têm colocado o Estado à frente na agenda de descarbonização e valorização ambiental.

Entre os destaques, o governador apresentou o projeto do mercado de carbono estadual, que será oficialmente lançado em janeiro, por meio de um chamamento público voltado ao REDD jurisdicional. O mecanismo permitirá atrair investimentos privados e gerar recursos que serão destinados a comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e projetos municipais comprometidos com a preservação ambiental. A iniciativa integra a estratégia que levará o Estado à neutralidade de carbono até 2030.

Outro ponto central das discussões foi o fortalecimento das políticas voltadas ao Pantanal sul-mato-grossense, com a criação da Lei do Pantanal – pelo Governo do Estado com a participação e apoio de diversos órgãos envolvidos –, que estabelece regras claras para o uso econômico e a conservação do território, e instituiu o Fundo Clima Pantanal, destinado a remunerar quem mantém o bioma em sua forma natural. A proposta é reconhecer economicamente o papel de produtores rurais e comunidades tradicionais na preservação ambiental.

Com iniciativas concretas, parcerias internacionais e uma agenda climática robusta, Mato Grosso do Sul se consolida como exemplo de gestão pública sustentável, capaz de transformar a preservação ambiental em geração de emprego, renda e oportunidades para sua população.

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