Estação Porto Esperança, Vazante do Rio Paraguai, atingiu a cota de apenas 23 cm, na segunda-feira (24).
(Divulgação)
A circulação de grandes comboios de carga pelo Rio Paraguai terá novos limites de navegação a partir de uma autorização publicada nesta segunda-feira (5). A mudança, estabelecida pela Marinha do Brasil, vale por um ano e alcança o trecho da hidrovia entre Porto Esperança, em Corumbá, e a foz do Rio Apa, na região de Porto Murtinho.
A principal alteração está na profundidade que as embarcações podem atingir dentro da água, medida conhecida como calado. Quanto mais carregada está uma barcaça, maior é a parte de seu casco que fica submersa. Por isso, o limite influencia diretamente as condições em que os comboios conseguem transportar cargas pelo rio.
A nova regra utiliza como referência o nível das águas registrado na régua de Ladário. Quando a medição atingir pelo menos 1,85 metro, determinados comboios poderão navegar com calado de aproximadamente 2,90 metros. Com o rio marcando 2,15 metros ou mais, esse limite poderá chegar a 3,20 metros. Os valores se aplicam a embarcações com um tipo específico de propulsão, enquanto outras configurações seguem critérios próprios.
A mudança não significa que o Rio Paraguai ficou mais profundo nem que os comboios poderão aumentar de tamanho. Segundo a Capitania Fluvial do Pantanal, as dimensões autorizadas permanecem as mesmas, com até 290 metros de comprimento e 65 metros de largura. Também não foram realizadas obras de dragagem ou alterações no leito do rio para permitir os novos limites.
A navegação continua dependendo das condições encontradas ao longo do percurso. A régua de Ladário indica a variação do nível das águas, mas não representa a profundidade de todos os pontos da hidrovia. Por isso, as embarcações devem manter uma distância mínima de segurança de 50 centímetros entre o casco e o fundo, além de considerar correnteza, obstáculos e condições do tempo.
A autorização foi estabelecida pela Portaria nº 19, de 2 de outubro, em caráter experimental. A medida substitui as regras publicadas em agosto e poderá influenciar as condições de transporte de cargas pela hidrovia, uma das principais vias de escoamento da produção mineral e agrícola da região. O documento, porém, não apresenta uma estimativa de quanto a alteração poderá representar em volume adicional de carga transportada.
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