Agente de saúde realiza vistoria para eliminação de criadouros do mosquito da dengue.
(Foto: Divulgação SES)
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do primeiro ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) de 2026, revelando um cenário preocupante em diversas regiões. O relatório aponta que vários municípios estão em "alto risco", o que aumenta drasticamente a probabilidade de epidemias de dengue, zika e chikungunya.
O levantamento, realizado em janeiro, coloca Rio Negro (8,80) e Paranhos (8,20) no topo da lista de maior infestação. Outras cidades como Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00) também ultrapassaram o índice 4, considerado a linha de corte para o alto risco. Municípios como Maracaju, Vicentina e Naviraí completam o grupo que demanda resposta imediata das autoridades.
Médio risco e Capital
Campo Grande registrou um índice de 1,40, classificando-se na faixa de médio risco (alerta). Outras localidades como Ponta Porã e Água Clara apresentam índices próximos ao limite crítico, exigindo a manutenção rigorosa das ações de vigilância e limpeza de quintais.
Vigilância e cautela com "índice zero"
Municípios que apresentaram índice zero, como Chapadão do Sul e Itaquiraí, foram orientados pela SES a não relaxarem as medidas. A secretária em exercício, Crhistinne Maymone, destaca que esses dados devem ser cruzados com o monitoramento de ovitrampas (armadilhas de ovos) para evitar uma falsa sensação de segurança ou subnotificação.
Próximos passos
Um novo ciclo do LIRAa está agendado para as duas últimas semanas de maio. Até lá, o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, reforça que a eliminação de focos de água parada em ambientes domésticos continua sendo a principal arma para prevenir o aumento de casos.
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