Viaturas da Polícia Civil de MS durante cumprimento de mandados.
(Foto: Divulgação/PCMS)
Uma grande operação conjunta foi deflagrada nesta quinta-feira, 23 de abril, para desmantelar uma organização criminosa acusada de lucrar ilegalmente através da judicialização da saúde. A ação reuniu a Polícia Civil (DRACCO), o Ministério Público (GECOC), a Defensoria Pública e a Receita Federal para combater fraudes estruturadas na obtenção de medicamentos de alto custo, principalmente para tratamento de câncer.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul (Campo Grande e Ribas do Rio Pardo), São Paulo e Minas Gerais.
Como funcionava o esquema
As investigações, iniciadas em setembro de 2025, revelaram que o grupo se dividia em quatro núcleos (administrativo, jurídico, empresarial e de importação) para enganar a Justiça e o Estado. O esquema funcionava da seguinte forma:
Retenção de dinheiro: Após a Justiça liberar o pagamento para a compra do remédio, as empresas investigadas ficavam com a maior parte do valor sob a desculpa de cobrar por "serviços de assessoria", usando apenas uma pequena quantia para a compra real do medicamento.
Empresas de fachada: Negócios locais eram usados para emitir notas fiscais e receber dinheiro público, mas não tinham licença nem estrutura para fornecer medicamentos.
Lucro na importação: O grupo comprava os fármacos no exterior por preços baixos e cobrava valores altíssimos do Governo do Estado.
Risco à saúde dos pacientes
Além do prejuízo aos cofres públicos, a investigação aponta um perigo real para quem recebia os medicamentos. Foram encontrados indícios de fornecimento de remédios sem registro na Anvisa, com documentos falsos e falhas graves no transporte e armazenamento, o que compromete a eficácia do tratamento e a segurança dos pacientes.
A ação faz parte da Operação Renocrim_Recupera, uma iniciativa nacional de combate ao crime organizado coordenada pelo Ministério da Justiça. Como o processo corre sob sigilo, os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados, mas as autoridades garantem que a coleta de provas servirá para interromper as atividades ilícitas e punir os responsáveis.
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