Ação do Gaeco cumpre mandados em MS, SP e SC contra grupo ligado ao tráfico e à corrupção.
(Foto: Gaeco/MPMS)
Uma megaoperação realizada na manhã desta sexta-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), desmontou uma quadrilha armada suspeita de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Batizada de Blindagem, a ação cumpre 35 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
De acordo com as investigações, que se estenderam por mais de dois anos, o grupo operava a partir do sistema prisional sul-mato-grossense e mantinha ramificações em Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Jardim, Sidrolândia, Ponta Porã e Bonito. A organização também tinha ligações em São Paulo e Santa Catarina.
As apurações apontam que a facção enviava drogas para diversos estados brasileiros, entre eles Minas Gerais, Bahia, Goiás e Acre. Os criminosos usavam caminhões com fundos falsos, veículos de passeio e até os Correios para despachar entorpecentes escondidos em cargas de produtos alimentícios com notas fiscais regulares.
A investigação revelou ainda conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que fornecia suporte logístico e garantia a aplicação de punições violentas a devedores. O grupo também praticava extorsões armadas e mantinha vítimas em cárcere para forçar o pagamento de dívidas ligadas ao tráfico e à agiotagem.
O ponto de partida das apurações foi a apreensão do celular do líder da quadrilha, que comandava o esquema de dentro de uma cela. O aparelho revelou uma rede de corrupção que envolvia servidores públicos responsáveis por facilitar a entrada de celulares, liberar informações sigilosas e garantir privilégios em presídios de menor segurança.
A operação contou com apoio do Batalhão de Choque, Bope, Força Tática e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Em São Paulo e Santa Catarina, as ações tiveram suporte da Polícia Civil, Gaeco local e Polícia Militar. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) acompanhou as diligências.
O nome Blindagem faz referência à proteção que os criminosos obtinham dentro do sistema prisional, onde conseguiam manter-se em unidades mais brandas e até transferir rivais, além de acessar informações sigilosas sobre movimentações de presos.*Com informações da assessoria do MPMS.
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