Operação foi realizada entre os meses de abril e maio com foco na repressão dos crimes de abigeato (furto de gado) e furtos/roubos de equipamentos agrícolas.
(Foto: PMMS)
A Polícia Militar divulgou os resultados alcançados na Operação Falcão, realizada entre os meses de abril e maio deste ano, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade nas regiões rurais de Mato Grosso do Sul. Entre os principais objetivos da ação estão a repressão dos crimes de abigeato (furto de gado), furtos e roubos de equipamentos agrícolas.
Coordenada pelo Batalhão de Polícia Militar Rural (BPMRu), a operação percorreu todo o Estado, com destaque para os municípios de Sonora, Sidrolândia e Terenos, seguindo um cronograma de reforço policial em todos os municípios.
A Operação Falcão foi realizada em conjunto com o apoio do 1º e 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA/SEJUSP), do Serviço de Inteligência da PMMS e de Unidades Operacionais locais, garantindo uma atuação integrada e multidisciplinar.
Destaca-se o uso da aeronave Harpia 01, equipada com armamentos de longo alcance, sensores de visão noturna e dispositivos de rastreamento tático. A presença de aeronaves equipadas com sensores de última geração, o uso de geotecnologias e a atuação preventiva foram diferenciais decisivos para o sucesso da ação.
Durante a operação nas áreas rurais do estado:
- 30 cabeças de gado recuperadas
- 2 autores de furto de gado presos
- 4 armas de fogo apreendidas
- 6 foragidos da Justiça capturados
- 4 veículos e 1 motocicleta furtados foram recuperados
- 1 autor de homicídio preso, com apreensão de arma de fogo
- 1 Equipamento agrícola recuperado
- 3 toneladas de adubo de origem irregular apreendidas
- 691 pacotes de cigarro contrabandeados
- 73 pneus e 2 rodas de procedência ilícita apreendidos
- Maconha Total: 637 kg
- Skunk: 148 kg
- Haxixe: 116 g
- Pasta base: 1 kg
Zero ocorrências de abigeato durante a operação
Um dos principais indicadores de sucesso da operação foi a ausência de registros de abigeato nos municípios foco da operação durante o período de atuação das equipes. Para a PM, esse dado reflete a eficácia das ações preventivas do policiamento rural especializado.
A Operação Falcão integra o Programa Campo Mais Seguro
A Operação Falcão está inserida no escopo do Programa Campo Mais Seguro, uma política pública estadual voltada ao fortalecimento da segurança rural. coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), desenvolvida pela Polícia Militar por meio do Batalhão Rural, o programa tem como missão proteger a vida, o patrimônio e a produção no campo.
Entre as principais ações do programa, destacam-se:
- Rede de Vizinhos em Alerta: canal de comunicação direta entre produtores e patrulha rural;
- Visitas técnicas a propriedades para análise de risco e orientações de segurança;
- Mapeamento de pontos vulneráveis com uso de tecnologia;
- Cadastro georreferenciado de propriedades com informações sobre colaboradores, equipamentos e dados úteis para a atuação policial.
Atualmente, o Campo Mais Seguro conta com mais de 15 mil propriedades cadastradas em todo o Estado, e a expectativa é de ampliar ainda mais essa rede de proteção nos próximos meses.
Denúncia e participação da comunidade
A Polícia Militar reforça a importância da participação ativa da sociedade na segurança pública. A colaboração dos cidadãos é essencial para o sucesso de operações como a Falcão. Para denúncias, a população pode utilizar o Disque Denúncia 181, um canal gratuito, anônimo e disponível 24 horas por dia.
Produtores interessados em aderir ao Programa Campo Mais Seguro ou obter informações podem entrar em contato com o Batalhão de Polícia Militar Rural pelo telefone/WhatsApp: (67) 99202-1116.
Porque o nome Falcão?
O símbolo do Falcão: estratégia, precisão e vigilância. O nome da operação não foi escolhido ao acaso. O falcão é o símbolo do Batalhão Rural e representa atributos fundamentais para o policiamento rural: agilidade na resposta, visão estratégica e precisão nas intervenções.
Em regiões amplas e com acesso limitado, essas características tornam-se essenciais para antecipar movimentos criminosos e proteger a população rural.
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